Brasil
Clínica de olhos interditada após casos de perda de visão
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador interditou nesta segunda-feira, 2, a clínica oftalmológica Clivan, situada no bairro Federação, depois que pacientes que passaram por cirurgias de catarata em 26 de fevereiro apresentaram perda significativa da visão.
Conforme informado pela SMS, em algumas situações foi necessária a realização de evisceração (procedimento para remoção do conteúdo interno do olho) e enucleação (remoção completa do globo ocular).
A pasta está reunindo dados sobre o número de cirurgias feitas na clínica e possíveis complicações por meio da Vigilância Sanitária e da Diretoria de Regulação, Controle e Avaliação, para esclarecer completamente o ocorrido.
O Estadão tentou contato com a Clivan, mas não conseguiu resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto.
Investigação em andamento
A Secretaria informou que a clínica possuía licença válida da Vigilância Sanitária Municipal, com alvará sanitário ativo, e que atendia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de convênios com os governos estadual e municipal. Após as denúncias das complicações, o convênio e o alvará foram suspensos.
Foi aberto um processo administrativo sanitário para avaliar as condições de funcionamento da clínica e seu cumprimento das normas vigentes. A secretaria destacou que as medidas seguem os princípios de precaução e proteção da saúde pública, e permanecerão vigentes até a conclusão da investigação técnica.
O caso foi comunicado ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), que acompanharão a situação de perto.
Em comunicado, o Cremeb disse ter enviado uma equipe de fiscalização ao local logo após ser informado. A inspeção ocorreu na manhã da segunda-feira e, com base no relatório, o conselho decidirá quais providências tomar.
Segundo o conselho, se a denúncia levar à instauração de processo ético-profissional que resulte em sanções definitivas, as informações poderão ser divulgadas. Até lá, o caso estará sob sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional.

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