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CNJ endurece regras e proíbe retaliações a denunciantes de assédio

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Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acaba de estabelecer normas mais rigorosas para impedir qualquer tipo de retaliação contra indivíduos que denunciem assédio dentro do âmbito do Poder Judiciário. A decisão foi tomada na última quinta-feira (29) e faz parte de um pacote de medidas que reforçam a política de combate a esse tipo de violência.

Segundo o CNJ, caberá à administração pública demonstrar a validade de ações que possam ser interpretadas como retaliação. Exemplos dessas práticas incluem exoneração, transferências injustificadas de local de trabalho, mudanças bruscas em avaliações de desempenho, restrição de funções ou a negação de oportunidades para treinamentos.

“A norma agora inclui todas as formas de assédio e discriminação nas relações profissionais do Judiciário, alcançando estagiários, aprendizes, voluntários, terceirizados e prestadores de serviços, e estendendo-se também às serventias extrajudiciais”, explica o CNJ.

A resolução define claramente o que constitui “notícia de assédio ou discriminação”, abrangendo qualquer tipo de comunicação, mesmo informal, sobre casos de assédio moral, sexual ou discriminação. Além disso, aprimora o processo de apoio às vítimas, que receberão um primeiro atendimento por uma comissão especializada que trabalhará em conjunto com a comissão da instância envolvida, garantindo sigilo e proteção.

Como parte das ações de conscientização, a norma institui a realização da Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação, preferencialmente na primeira semana de maio, além do Encontro Nacional das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio, que ocorrerá anualmente no segundo semestre.

Essas regras se aplicam especificamente às questões internas do Poder Judiciário relacionadas às condutas no ambiente profissional.

Na última quarta-feira (4), tornou-se pública uma acusação contra o ministro Marco Aurélio Buzzi, que teria cometido assédio sexual contra uma jovem de 18 anos em 9 de janeiro, durante o recesso judiciário. Buzzi negou veementemente as acusações. O caso está sob sigilo no CNJ para proteger a privacidade e a integridade da vítima, evitando exposição indevida e revitimização.

Caso seja aberto um processo e Buzzi seja considerado culpado, ele poderá sofrer sanções administrativas que variam desde advertências até a aposentadoria compulsória.

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