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Combate à dengue no DF alcança mais de 1,8 milhão de imóveis visitados em 2025

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Mesmo com a queda expressiva nos registros de dengue em relação ao ano anterior, as ações de prevenção no Distrito Federal seguiram em ritmo intenso ao longo de 2025. A Secretaria de Saúde do DF manteve uma estratégia contínua de enfrentamento às arboviroses, combinando trabalho de campo, tecnologia e inovação para reduzir os riscos à população.

Ao todo, 362 profissionais da Vigilância Ambiental em Saúde realizaram visitas a mais de 1,8 milhão de residências em diversas regiões administrativas. As atividades incluíram orientações aos moradores, eliminação de focos do mosquito e monitoramento constante de áreas consideradas mais vulneráveis.

Entre as medidas adotadas, destacou-se a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), técnica que consiste na pulverização de um inseticida nas paredes internas dos imóveis. O produto cria uma barreira protetora capaz de eliminar os mosquitos ao pousarem no local, com efeito que pode durar até três meses e baixa toxicidade para pessoas e animais. Em 2025, quase 60 aplicações desse método foram realizadas, especialmente em espaços com grande circulação de pessoas.

Outra ação importante foi a instalação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs). Esses dispositivos utilizam um inseticida regulador de crescimento que impede o desenvolvimento das larvas do Aedes aegypti até a fase adulta. Mais de 3,2 mil unidades foram distribuídas em diferentes pontos do DF ao longo do ano.

O monitoramento do mosquito também contou com o uso de ovitrampas, armadilhas que atraem as fêmeas para a postura de ovos. Em 2025, mais de 3,8 mil desses equipamentos foram instalados. Apesar de simularem criadouros, as armadilhas são seguras, pois contêm substâncias que impedem a evolução das larvas.

Tecnologia reforça ações de campo

Além das atividades terrestres, o uso de drones passou a integrar de forma estratégica o combate às arboviroses. Os equipamentos permitiram a identificação de áreas com acúmulo de água e possíveis focos do mosquito em locais de difícil acesso. Ao longo do ano, foram mapeados mais de 2,1 mil hectares em 22 regiões administrativas, com cerca de 3 mil pontos de risco identificados.

Outra iniciativa inovadora foi a liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de vírus como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Esses insetos se reproduzem com a população local, ajudando a reduzir a circulação das doenças ao longo do tempo.

No Distrito Federal, o programa contou com semanas de produção e liberação dos chamados “mosquitos do bem”, totalizando aproximadamente 13 milhões de insetos soltos. As ações envolveram dezenas de rotas semanais, milhares de pontos de liberação e centenas de deslocamentos para cobrir toda a área prevista.

As medidas reforçam o compromisso do DF com a prevenção contínua e o uso da tecnologia como aliada no enfrentamento às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Fonte: https://acontecedf.com.br

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