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Economia

Computação Quântica para Finanças Simples

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Computadores quânticos têm o potencial de resolver problemas que parecem impossíveis para as máquinas atuais. Enquanto essa tecnologia ainda é emergente, pesquisadores brasileiros estão explorando algoritmos específicos para operar nessas máquinas, focando em aplicações financeiras.

Samuraí Brito, líder em computação quântica no Instituto de Ciência e Tecnologia do Itaú (ICTi), destaca que o objetivo principal é entender como a computação quântica pode ser útil em problemas reais e complexos. Essa tecnologia envolve algoritmos de otimização combinatória, que buscam a melhor solução possível em sistemas complicados.

Na prática, isso significa que para montar uma carteira de investimentos, os algoritmos quânticos podem ajudar a escolher opções que ofereçam maior retorno com segurança, considerando várias possibilidades simultaneamente, graças à vantagem quântica.

Ao contrário da computação tradicional, que trabalha com bits que são 0 ou 1, na computação quântica os qubits representam ambos ao mesmo tempo por um fenômeno chamado superposição. Essa característica permite analisar múltiplas alternativas simultaneamente e aumentar a eficiência.

Samuraí explica que o portfólio não é analisado como um todo de uma só vez, mas sim em partes, como ações, multimercados e criptomoedas. Cada grupo é representado por um conjunto de qubits, possibilitando otimizar a distribuição dos produtos dentro da carteira.

O setor financeiro é um dos maiores interessados nessa tecnologia. O Itaú criou o ICTi para desenvolver pesquisas em tecnologias emergentes, incluindo a computação quântica, IA, neurociência, robótica e realidade estendida.

Além da otimização de carteiras, aplicações quânticas incluem simulação e gestão de riscos, aprimoramento da segurança cibernética e detecção de fraudes. No Itaú, estudos também envolvem o uso de inteligência artificial generativa para desenvolver novos algoritmos quânticos.

Desafios no hardware quântico

Atualmente, os algoritmos ainda não podem ser usados diretamente em assistentes digitais de investimento, pois os testes reais em hardware quântico revelam limitações. Os equipamentos apresentam ruídos e erros devido à sensibilidade das partículas subatômicas que controlam os qubits.

Embora esse problema não tenha solução imediata, com previsão para 2029 ou mais tarde para processadores tolerantes a erros, os pesquisadores ressaltam a importância de desenvolver os algoritmos desde já. Samuraí enfatiza que a preparação atual permitirá avanços rápidos quando a tecnologia estiver pronta.

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