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conflito entre pcc e cv: gaeco atua contra ‘jets’ e impede ação das facções no interior

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O Ministério Público de São Paulo iniciou a Operação Keravnos com o objetivo de desmantelar as lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), duas das facções criminosas mais influentes, que estavam envolvidas em uma violenta disputa territorial nas cidades de Piracicaba, Limeira, Araras e Rio Claro, interior de São Paulo.

A operação, realizada na quinta-feira, 29, cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pela Vara Criminal da Comarca de Araras, focando especialmente na chamada “Rota Caipira” do tráfico de entorpecentes.

As investigações mostram que as drogas entram no Brasil por meio das fronteiras com países produtores, como Bolívia, Colômbia, Peru e Paraguai, seguem pelos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e depois circulam pelo interior paulista até alcançarem portos e aeroportos do Sudeste, como o Porto de Santos, para posterior distribuição nacional e internacional.

Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade do Ministério Público que se dedica ao combate às facções criminosas, realizaram ações em diversos municípios, incluindo Piracicaba, Rio Claro, Limeira, Santa Bárbara D’Oeste, Americana, Leme, Engenheiro Coelho e Hortolândia.

Entre os alvos da operação estão indivíduos identificados como líderes do PCC e do CV na região, conhecidos como “Jets”, além de criminosos de alta periculosidade que estavam foragidos do sistema prisional.

O Ministério Público informou que a Justiça autorizou a quebra do sigilo de dados dos aparelhos apreendidos, uma medida essencial para interromper o fluxo de ordens de execução, chamadas de “salves”, transmitidas pelas lideranças das organizações criminosas.

Conflito intenso entre as facções

Conforme a investigação, o embate entre as facções teve início em 2022, quando o Comando Vermelho tentou dominar pontos de venda de drogas antes controlados pelo PCC, desencadeando uma intensa “guerra urbana” na região.

As ações violentas incluem o uso de fuzis, assassinatos de líderes, queima de corpos e até mesmo uma chacina como retaliação à morte de aliados de um dos grupos.

O material recolhido na operação será analisado pelo Centro de Apoio à Execução (CAEx) do Ministério Público e poderá fundamentar novas denúncias e responsabilizações contra os envolvidos, segundo informou o Gaeco.

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