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Conflito no Oriente Médio continua mesmo com negociações anunciadas por Trump
Os bombardeios persistem nesta quarta-feira (25) no Oriente Médio, mesmo após o anúncio de um plano de paz feito por Donald Trump. Mísseis e drones oriundos do Irã foram lançados contra Israel e países do Golfo, enquanto Israel realizou ataques contra Teerã e o Líbano.
Irã e Estados Unidos estão negociando para tentar acabar com o conflito que começou em 28 de fevereiro. Na terça-feira, o presidente Donald Trump informou que seu enviado Steve Witkoff, seu genro Jared Kushner, o vice-presidente JD Vance e o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, estão envolvidos no processo.
Fontes afirmam que o governo americano propôs um plano de paz com 15 pontos ao Irã, com mediação do Paquistão, país que mantém relações positivas com ambos os lados. Uma das propostas seria um cessar-fogo de um mês para que o Irã possa considerar as exigências.
O plano inclui temas como o programa nuclear iraniano, o abandono do apoio do Irã a grupos aliados como Hezbollah e Hamas, e a garantia de que o Estreito de Ormuz permaneça aberto para navegação.
Em troca, o Irã conseguiria a suspensão das sanções internacionais e apoio para seu programa nuclear civil.
A Organização Marítima Internacional (OMI) declarou que o Irã está reduzindo a pressão no Estreito de Ormuz, que anteriormente era via de passagem para 20% da produção mundial de hidrocarbonetos, afirmando que permitirá a passagem segura de navios não hostis.
O bloqueio da região desde o início do conflito fez os preços do petróleo dispararem, chegando acima dos 100 dólares por barril. Na terça-feira, Trump mencionou um importante avanço, provavelmente referindo-se à reabertura parcial do Estreito de Ormuz, o que fez os preços do petróleo caírem.
No entanto, o Irã não confirmou qualquer negociação, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, negou veementemente qualquer conversa com Washington.
A imprensa dos EUA também reportou o envio de 3.000 soldados paraquedistas como reforço para a região.
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com a ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irã, não dá sinais de cessar. A Guarda Revolucionária do Irã declarou ataques ao norte e centro de Israel, incluindo Tel Aviv, e contra bases americanas no Kuwait, Jordânia e Bahrein.
Em Israel, pelo menos 12 pessoas ficaram feridas por mísseis iranianos perto de Tel Aviv. No Kuwait, drones atacaram e incendiaram um depósito de combustível no aeroporto internacional, sem vítimas relatadas.
Israel continua a atacar o que chama de infraestruturas terroristas iranianas em Teerã e mantém ofensiva no Líbano, onde pelo menos nove pessoas morreram em bombardeios no sul, região de influência do Hezbollah.
Desde que o Líbano foi envolvido no conflito em 2 de março, ataques israelenses causaram mais de mil mortes e o deslocamento de mais de um milhão de pessoas.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as forças do país estão avançando dentro do território libanês para controlar uma linha de defesa até o rio Litani, próximo à fronteira.


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