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Economia

Conflito no Oriente Médio não ameaça importação e exportação de petróleo da Petrobras

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Diante do aumento das tensões no Oriente Médio, após ações militares entre Estados Unidos, Israel e Irã, a Petrobras comunicou que possui rotas alternativas fora da região afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via crucial por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás.

Em comunicado, a empresa destacou que a maior parte das suas importações evita a zona de conflito e que as poucas rotas que por ali passam podem ser redirecionadas sem interrupções. Assim, a Petrobras assegura que, neste momento, não há risco iminente para o fluxo das importações e exportações.

Essa estratégia oferece segurança e mantém os custos operacionais competitivos, preservando as margens de lucro da companhia.

Analistas estão preocupados com a possibilidade de o aumento no preço do petróleo, que atingiu US$ 82, acarretar alta nos preços da gasolina e do diesel no Brasil.

Dados da Abicom indicam que os preços praticados pela estatal ainda estão até 23% abaixo do mercado internacional, considerando informações até o último fim de semana.

Uma fonte do alto escalão da Petrobras afirmou que a empresa irá observar por quanto tempo os valores permanecerão elevados antes de decidir se haverá reajustes nos preços.

Relatório do Scotiabank prevê que, se os preços do petróleo se mantiverem altos por um período prolongado, isso poderá melhorar os termos comerciais do Brasil, favorecendo a valorização da moeda nacional.

Segundo o banco, preços de energia persistentemente altos tendem a ser inflacionários e podem complicar eventual redução da taxa de juros pelo Banco Central.

Telmo Ghiorz, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo (ABESPetro), descreve o contexto atual como muito incerto. Contudo, destaca que o Brasil conta hoje com níveis elevados de produção e exportação de petróleo.

— O mercado principal para o petróleo brasileiro é a China, e o Estreito de Ormuz não é rota essencial para esse comércio. Porém, o bloqueio pode causar paralisação de navios, impactando o transporte do petróleo. É necessário aguardar pelo menos um mês para avaliar os efeitos na indústria — explica Ghiorz.

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