Brasil
Conflito no Oriente Médio pode aumentar custos de energia e transporte no Brasil
A tensão crescente no Oriente Médio gera preocupações para o setor industrial brasileiro devido aos possíveis efeitos sobre energia, logística e comércio internacional, segundo a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
Apesar de não haver um bloqueio formal no Golfo Pérsico, o agravamento do risco eleva os custos dos seguros marítimos, provoca maior cautela nas operações e reduz o fluxo de navios.
Dados do Centro Internacional de Negócios da Fiemg mostram que, entre 2021 e 2025, o Brasil exportou US$ 73,84 bilhões para países do Golfo e do Oriente Médio, aproximadamente 4,5% das exportações nacionais nesse período. Os principais produtos exportados incluem carnes, açúcar, milho, soja e minério de ferro. No mesmo intervalo, as importações brasileiras da região somaram US$ 42,87 bilhões, cerca de 3,3% do total importado, com destaque para combustíveis minerais e fertilizantes.
A dependência do Brasil dessa região torna a economia nacional vulnerável às variações de preços no Golfo Pérsico, especialmente nos setores de energia e insumos agrícolas.
Além dos impactos no transporte marítimo, o conflito afeta rotas aéreas e conexões internacionais, pois companhias evitam hubs como Dubai, Doha e Abu Dhabi. Problemas envolvendo Dubai podem prejudicar acordos operacionais usados para comércio e pagamentos internacionais, aumentando a incerteza e os custos das transações.
Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, ressalta que a indústria brasileira está integrada em cadeias globais e que qualquer instabilidade em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, impacta fretes, seguros e custos de energia. Ele destaca a importância do monitoramento constante do cenário internacional para reduzir riscos e manter a competitividade das empresas.

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