Economia
Conflito no Oriente Médio pode trazer riscos, diz Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, no Oriente Médio, provavelmente não causará mudanças imediatas nas principais variáveis macroeconômicas do Brasil. Contudo, ressaltou que uma escalada no conflito poderia gerar preocupações dependendo de como a situação evoluir nas próximas semanas.
Haddad esteve em São Paulo nesta segunda-feira (2) para dar uma aula magna aos novos alunos da Faculdade de Economia da USP, ocasião em que fez esses comentários.
“A intensidade do conflito vai influenciar diversos aspectos, mas a economia brasileira está em um momento favorável para atrair investimentos. Ainda que haja algum impacto momentâneo, não esperamos que isso altere as variáveis macroeconômicas, exceto se a situação piorar”, explicou.
O ministro destacou que o Brasil possui um superávit significativo na exportação de petróleo, um produto bastante afetado por crises bélicas, e frisou que não há intenção de tirar proveito dessa situação.
Durante o evento, Haddad evitou confirmar sua candidatura ao governo de São Paulo. Ele mencionou que acompanhará o presidente em compromissos no estado no dia seguinte, mas preferiu não comentar suas decisões eleitorais neste momento.
“Até agora, temos mantido muitas discussões positivas e planejam uma decisão futura mais adiante”, disse, mencionando a necessidade de uma reunião entre ele, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

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