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Conflitos israelenses causam duas mortes no Líbano antes de reunião de paz
Os ataques realizados por forças israelenses no sul do Líbano resultaram na morte de duas pessoas nesta terça-feira (6), conforme comunicado pelo Ministério da Saúde, um dia antes de uma reunião importante para discutir o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.
Embora tenha sido firmado um cessar-fogo em novembro de 2024 para encerrar mais de um ano de confrontos entre Israel e o Hezbollah, aliado do movimento islamista palestino Hamas, o Exército israelense continuou suas operações no Líbano, mantendo tropas em cinco áreas que considera estratégicas.
Nos últimos dias, esses ataques aumentaram no sul e no leste do país, onde as forças israelenses afirmam estar atingindo bases do Hezbollah e do Hamas.
Um ataque ocorrido em Kfar Dunin, no sul do Líbano, causou as duas mortes mencionadas pelo Ministério da Saúde.
Joseph Aoun, presidente do Líbano, emitiu um comunicado ressaltando que “os ataques constantes de Israel têm o intuito de impedir todas as iniciativas feitas em níveis local, regional e internacional para conter a escalada militar israelense”.
O Exército israelense declarou que suas operações recentes tiveram como alvo infraestruturas ligadas às organizações armadas Hezbollah e Hamas.
Segundo as forças militares, essas operações destruíram várias instalações de armazenamento de armas e estruturas militares, tanto subterrâneas quanto acima do solo.
Um ataque de terça-feira focou em Ghazieh, próximo à cidade costeira de Sidon, onde um prédio foi destruído e um incêndio iniciado, conforme registrado por um fotógrafo da AFP.
Esses eventos ocorreram enquanto o comitê responsável por monitorar o cessar-fogo — formado por Estados Unidos, França, Líbano, Israel e Nações Unidas — se preparava para uma reunião na quarta-feira.
Além disso, Jean-Pierre Lacroix, subsecretário-geral da ONU para operações de manutenção da paz, planeja se reunir com autoridades libanesas nesta quarta-feira no Líbano.
O governo de Beirute também realizará uma reunião no final desta semana para avaliar o progresso do Exército libanês no processo de desarmamento do Hezbollah.
O Exército libanês pretende concluir o desarmamento na região ao sul do rio Litani — cerca de 30 quilômetros da fronteira com Israel — até o final de 2025, para depois estender a iniciativa ao restante do país.
Joseph Aoun afirmou que os militares estão implementando o plano do governo para “expandir sua autoridade sobre o sul do Litani” com “profissionalismo, dedicação e exatidão”.
Por sua vez, Israel tem posto em dúvida a efetividade do Exército libanês e acusa o Hezbollah de continuar a se rearmar, sinalizando desconfiança em relação às ações de desmantelamento anunciadas.

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