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Congressistas dos EUA visitam Dinamarca em apoio contra pressão de Trump
Uma delegação bipartidária do Congresso dos Estados Unidos iniciou, nesta sexta-feira (16), em Copenhague, uma visita para demonstrar apoio à Dinamarca e à Groenlândia diante das pressões do presidente Donald Trump, que deseja controlar a ilha ártica.
Trump ameaçou diversas vezes anexar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, afirmando que isso é crucial para a segurança nacional dos EUA.
Nesta sexta, o presidente chegou a declarar que poderia impor tarifas a países que não apoiassem seus planos de anexação.
A Casa Branca considera comprar a ilha, sem excluir uma possível intervenção militar neste local rico em recursos minerais.
Os 11 congressistas americanos têm uma reunião marcada com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, que reconheceu um “desacordo fundamental” com o governo Trump, além do chefe do governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen.
A delegação americana chegou por volta do meio-dia para um almoço com empresários na sede da patronal dinamarquesa e tem encontro previsto com membros do Parlamento dinamarquês, onde a bandeira da Groenlândia foi hasteada.
O senador democrata Dick Durbin comentou: “Mostramos solidariedade bipartidária com o povo da Dinamarca e da Groenlândia. Eles são nossos amigos e aliados há décadas.”
Ele também destacou: “Queremos que saibam que somos muito gratos e que as declarações do presidente não representam o sentimento do povo americano.”
Essa visita acontece dois dias após reunião de alto nível na Casa Branca, quando autoridades dinamarquesas constataram a dificuldade de um acordo com os EUA sobre o futuro do território autônomo.
Além de Durbin, a delegação inclui os senadores Chris Coons, Peter Welch e Jeanne Shaheen (Democratas), assim como Thom Tillis e Lisa Murkowski (Republicanos).
A Câmara dos Representantes está representada pelos democratas Steny Hoyer, Gregory Meeks, Madeleine Dean, Sara Jacobs e Sarah McBride.
Na quinta-feira, diversos países europeus enviaram tropas para a Groenlândia em missão de reconhecimento durante o exercício dinamarquês “Arctic Endurance”, uma ação minimizada pelo governo dos EUA.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o movimento das tropas europeias não influenciará as decisões do presidente.
Em Nuuk, capital groenlandesa, a bandeira vermelha e branca da ilha foi vista em várias fachadas e residências, e a presença militar europeia é recebida com aprovação popular.
Um sindicalista local, apelidado de “Kenni”, afirmou: “Precisamos ficar unidos na Europa. Sozinhos somos pequenos, mas juntos seremos fortes. Se não, os americanos nos dominarão.”
Trump cogita anexar a Groenlândia desde seu retorno ao poder há um ano, intensificando os discursos após os atos americanos na Venezuela contra Nicolás Maduro.
Após a visita, a delegação seguirá para o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, onde Trump também deve estar presente.

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