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Congresso de Honduras destitui procurador-geral
O Congresso de Honduras, dominado pela direita, removeu ontem, quarta-feira (26), o procurador-geral Johel Zelaya após um processo político que o acusou de abuso de autoridade para beneficiar o governo anterior de orientação esquerda.
Johel Zelaya foi o primeiro alvo de uma série de ações promovidas pela direita desde a posse do presidente conservador Nasry Asfura, que contou com o apoio de Donald Trump nas eleições de novembro, as quais foram marcadas por alegações de fraude.
Logo após a destituição de Zelaya e antes do início de um processo contra ela, a juíza Rebeca Ráquel, também ligada ao partido de esquerda Liberdade e Refundação (‘Libre’), renunciou à presidência da Suprema Corte de Justiça.
Durante uma sessão tumultuada, marcada por discussões acaloradas entre governistas e opositores, o Congresso aprovou a destituição do procurador-geral por 93 votos entre os 128 deputados, apenas dois dias após o início do processo político contra ele.
Johel Zelaya afirmou em sua rede social X que foi julgado e condenado previamente e anunciou que não participaria da audiência no Congresso após ser interrogado por uma comissão legislativa na terça-feira (24), que, segundo ele, infringiu as normas do devido processo legal.
Na mesma sessão, deputados de direita, entre conservadores e liberais, nomearam o governista Pablo Reyes para assumir o restante do mandato de procurador-geral, que termina em fevereiro de 2029.
Zelaya foi acusado de tentar beneficiar o partido ‘Libre’ durante a intensa campanha eleitoral, agindo contra representantes dos partidos conservador e liberal.
Esta decisão reforça a aliança no Parlamento entre os partidos Nacional e Liberal, que planejam processos políticos contra diversos oficiais eleitorais e magistrados ligados ao ‘Libre’.


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