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Economia

Copom confirma redução da Selic com corte gradual

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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, declarou nesta quinta-feira, 26, que o mercado compreendeu corretamente que a “calibragem” mencionada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) indica uma série de cortes na taxa Selic. “A calibragem significa cortes nos juros”, enfatizou durante a coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre de 2026.

Galípolo destacou ainda que a instituição está mais cautelosa para não agir de maneira impulsiva diante dos dados econômicos.

“Temos optado por ganhar tempo para entender os efeitos das medidas, em vez de reagir rapidamente às mudanças”, explicou o presidente do BC. “Nosso papel é analisar com calma, diferenciar o que é ruído do que é sinal.”

Decisão unânime na última reunião

Galípolo afirmou que nenhum membro do Copom sugeriu um corte maior que 0,25 ponto percentual na última reunião do colegiado, realizada em 18 de março. O comitê reduziu a taxa de juros de 15% para 14,75%, em uma decisão unânime.

“A discussão inicial foi sobre se o cenário havia mudado o suficiente para alterar a orientação passada na reunião anterior. Todos os diretores concordaram que não. A partir daí, cada um manifestou seu voto, resultando em um consenso para reduzir a taxa em 25 pontos-base”, explicou o presidente do BC.

Em janeiro, o Copom já havia sinalizado que começaria a baixar a taxa Selic no encontro de março. Porém, após o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional causado por ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã e o fechamento do estreito de Ormuz, a mediana do mercado que previa um corte de 0,50 ponto percentual reduziu a previsão para 0,25 ponto.

Galípolo afirmou que os debates dentro do comitê são sempre produtivos, com os diretores expressando suas dúvidas sobre o cenário econômico e analisando cuidadosamente os possíveis riscos e benefícios das decisões, em vez de chegarem com posições pré-estabelecidas. Além disso, os membros acompanham constantemente a conjuntura econômica, o que garante que todos tenham acesso aos mesmos dados antes das reuniões do Copom.

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