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Corina Machado quer ser a primeira mulher presidente da Venezuela

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María Corina Machado, líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, manifestou sua esperança de ser eleita presidente da Venezuela no momento adequado, em entrevista exibida nesta sexta-feira (16) pela Fox News.

“Temos uma missão: transformar a Venezuela em uma terra de oportunidades, e acredito que serei eleita presidente da Venezuela na hora certa, sendo a primeira mulher a assumir o cargo”, afirmou durante a entrevista, gravada após seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira.

A atual líder do país, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina após a captura e destituição do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas.

Trump descartou, por enquanto, pressionar para uma mudança de governo no país sul-americano e já manteve pelo menos uma conversa por telefone com Rodríguez, com quem está disposto a fortalecer as relações bilaterais.

Questionada sobre o futuro da Venezuela, Machado respondeu: “Liberdade. E não apenas isso, teremos um país que será exemplo para o mundo”.

María Corina Machado, que vivia em sigilo na Venezuela e deixou o país em dezembro com o apoio dos EUA para receber o Prêmio Nobel da Paz, decidiu entregar a medalha ao presidente Trump com uma dedicatória especial, gesto que o líder americano chamou de “maravilhoso”.

O Instituto Nobel em Oslo esclareceu que o prêmio é pessoal e não pode ser transferido.

Em entrevista à Fox News, Machado explicou sua decisão fundamentada em acontecimentos históricos.

“Foi um momento muito emocionante. Decidi entregar a medalha ao presidente em nome do povo venezuelano e contei a ele onde encontrei inspiração”, disse ela.

“Duzentos anos atrás, o general Lafayette presenteou Simón Bolívar, o libertador dos venezuelanos, com uma medalha que trazia a imagem de George Washington”, o primeiro presidente dos Estados Unidos, explicou.

O general francês e marquês Lafayette (1757-1834) participou da Guerra da Independência americana e teve papel fundamental na Revolução Francesa de 1789.

Bolívar guardou essa medalha até seu falecimento. Portanto, duzentos anos depois, o povo de Bolívar está entregando o herdeiro de Washington uma medalha — neste caso, o Prêmio Nobel”, acrescentou.

Trump afirmou ter solucionado oito conflitos ao redor do mundo desde que assumiu a presidência, incluindo guerras de longa duração como as da fronteira entre Camboja e Tailândia.

Por essa razão, ele manifestou seu desejo público de receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025, que acabou sendo conferido a María Corina Machado.

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