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Corpo de corretora desaparecida em Goiás é encontrado em zona de mata; síndico e filho são presos

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O corpo da Daiane Alves Souza, corretora de imóveis desaparecida desde dezembro do ano passado, foi localizado em uma área de mata em Caldas Novas (GO), na manhã desta quarta-feira (28).

A Polícia Civil de Goiás prendeu Cléber Rosa de Oliveira, síndico do Condomínio Amethist Tower em Caldas Novas, nesta manhã. Ele é o principal suspeito pelo assassinato da corretora, e o filho dele também foi detido.

Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do edifício. Ainda não há detalhes sobre como o corpo da vítima, que tinha 43 anos, foi descoberto.

Em depoimento prestado na terça-feira (27), o suspeito negou envolvimento no crime. Seus advogados afirmaram que eventuais conflitos com Daiane sempre foram resolvidos judicialmente.

As defesas dos presos ainda não comentaram sobre as prisões.

Denúncia do Ministério Público

Em janeiro deste ano, o Ministério Público de Goiás denunciou Cléber pelo crime de perseguição, conforme previsto no artigo 147-A do Código Penal. A denúncia relata que entre fevereiro e outubro de 2025, o síndico teria adotado atitudes que ameaçaram a integridade física e psicológica da corretora, limitando sua liberdade e invadindo sua privacidade.

O conflito teria começado devido a um desentendimento sobre a locação de um apartamento com número de hóspedes maior do que o permitido.

Segundo a acusação, Cléber passou a dificultar solicitações feitas por Daiane ao condomínio, exigindo formalidades extras, e monitorou a movimentação dela e de seus visitantes pelas câmeras de segurança. Há também suspeitas de sabotagem nos serviços de água, energia, gás e internet em imóveis gerenciados por ela.

O Ministério Público incluiu pedidos de indenização por danos morais no valor mínimo de dois salários mínimos.

Defesa de Cléber diz que suas ações foram para manter a ordem no condomínio, e a defesa de Daiane afirma que a corretora agiu em legítima defesa em um episódio de conflito.

Contexto do caso

Daiane Alves Souza, de 43 anos, desapareceu após ser vista descendo ao subsolo do prédio em 17 de dezembro para verificar a falta de energia em seu apartamento. As imagens mostram que apenas seu apartamento estava sem luz, o que levantou suspeita de desligamento proposital da eletricidade.

A Polícia Civil de Goiás investiga o desaparecimento com uma força-tarefa especial. Novas informações não foram divulgadas até o momento para preservar o sigilo do inquérito e garantir o bom andamento das investigações.

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