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Economia

Correios com baixa adesão no PDV às vésperas do encerramento do prazo

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A cerca de uma semana do término do prazo, a adesão ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) nos Correios permanece baixa, uma medida central da gestão de Emmanoel Rondon para reduzir custos. Até o momento, não ultrapassa 3 mil inscrições, distante da meta de 10 mil desligamentos prevista para este ano.

Embora os números estejam aquém do esperado, a direção já comunicou que não haverá prorrogação do prazo e que as alternativas futuras serão mais rígidas. É comum que muitos optem por aderir no último momento, e espera-se crescimento das inscrições até o encerramento em 31 de março.

Alguns funcionários questionam a eficácia do programa, considerando o teto de R$ 600 mil nas indenizações. Este PDV é uma reedição do plano do ano passado, lançado na gestão de Fabiano Silva dos Santos, ex-presidente da estatal, quando a adesão foi de 3,6 mil colaboradores.

Para tornar o programa mais atraente, foi lançado um novo plano de saúde que cobre familiares até o quarto grau, uma das preocupações principais dos funcionários. O custo é arcado pelos empregados, porém com valores inferiores aos praticados no mercado.

O PDV integra uma das principais ações do plano de reestruturação da empresa, que enfrenta sua maior crise. Com a meta de atingir 15 mil desligamentos até o fim de 2027, a estatal projeta uma economia anual de R$ 2,1 bilhões.

Além disso, a gestão liderada por Rondon tem promovido a reestruturação da rede de atendimento. Mais de 120 unidades foram fechadas até o momento, cerca de 10% da meta de mil fechamentos. Um estudo detalhado está em andamento para otimizar a distribuição nacional, considerando novos formatos como pontos de coleta e lockers.

A empresa informa que os funcionários das unidades afetadas serão comunicados com antecedência e busca realocar pessoal de forma organizada e respeitosa.

Outras iniciativas incluem a venda de imóveis inativos, com expectativa de arrecadar R$ 1,5 bilhão. Em fevereiro, duas rodadas de leilão aconteceram, arrecadando cerca de R$ 9 milhões até agora, valor abaixo do esperado devido ao perfil dos imóveis leiloados. A próxima rodada contará com terrenos valorizados, inclusive em Brasília, totalizando quase R$ 600 milhões em avaliação.

Também houve mudanças no plano de saúde dos funcionários, gerando economia de R$ 70 milhões somente em janeiro, com meta anual de R$ 700 milhões.

Em relação às receitas, a prioridade tem sido a regularização das operações para melhorar a qualidade do serviço. A negociação de dívidas atingiu 98%, e um novo modelo de rotas de distribuição está sendo implementado gradualmente.

O índice de entregas no prazo ainda está abaixo da meta nacional de 96%, alcançando 80,55% em fevereiro. Contudo, 14 estados já atingiram ou estão próximos do objetivo, enquanto outros apresentam os piores índices. Mesmo assim, a recuperação das receitas está alinhada ao plano de reestruturação.

A empresa está em debate com o Conselho de Administração para definir o montante do novo empréstimo que será solicitado ao mercado, estimado em menos de R$ 8 bilhões, valor máximo aprovado pelo Conselho Monetário Nacional para 2024. No final de 2023, foi fechado um contrato de R$ 12 bilhões com um consórcio de cinco instituições financeiras.

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