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CPI do INSS convida Galípolo e Campos Neto e autoriza compartilhamento de dados de Zettel

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A CPI do INSS aprovou nesta quinta-feira convites para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e para o ex-presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, em meio ao avanço das investigações sobre fraudes no crédito consignado. O colegiado também autorizou o compartilhamento de dados sigilosos com outra comissão parlamentar.

A aprovação dos convites e do compartilhamento de informações ocorreu em uma votação simbólica, que foi criticada pelo ministro Flávio Dino durante o episódio da quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Foram votados apenas três requerimentos, o que demonstra o estágio final dos trabalhos da comissão, prevista para encerrar na próxima semana. Entretanto, membros da CPI tentam estender seu mandato com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os convites foram propostos pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), com base no entendimento de que a expansão das irregularidades no crédito consignado — direcionado a aposentados e pensionistas do INSS — ocorreu devido a falhas na fiscalização e no controle do sistema financeiro.

Em relação a Roberto Campos Neto, o convite pede sua participação para esclarecer casos de “fraudes em empréstimos consignados e outras infrações envolvendo instituições financeiras”. O pedido destaca que o volume dessa modalidade alcançou cerca de R$ 466 bilhões, com um crescimento nas reclamações por descontos indevidos.

Ajuste-se para que fique claro que auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram indícios de irregularidades em aproximadamente 25% dos contratos examinados em 2024, como falhas de averbação e possíveis fraudes.

O convite a Gabriel Galípolo busca esclarecer o papel do Banco Central diante dos inúmeros casos recentes envolvendo bancos e financeiras nesse setor do crédito consignado.

O requerimento menciona investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela CGU, como a operação “Sem Desconto”, além de casos específicos, como o Banco Master, suspeito de mais de 250 mil contratos com irregularidades que somam cerca de R$ 2 bilhões.

O documento também destaca a suspensão das operações de crédito consignado por várias instituições após a identificação de contratos com indícios de cobranças indevidas de taxas, seguros e serviços extras.

Compartilhamento de dados

O terceiro requerimento aprovado permite o compartilhamento de dados sigilosos — fiscais e telemáticos — com a CPI do Crime Organizado, especialmente relacionados a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Essa medida tem como objetivo evitar duplicidade de investigações e acelerar o cruzamento de informações já autorizadas judicialmente em outras frentes. Na prática, isso permitirá o acesso a relatórios financeiros e registros de comunicação sem a necessidade de novos pedidos ao Judiciário.

Após a aprovação dos requerimentos, a CPI ouviu Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado S.A.

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