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CPMI da Lava Jato e suas descondenações

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Senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS encerrada pelo STF, declarou que esta CPMI foi uma das que obteve melhores resultados na história recente do Brasil.

Na quinta-feira (26), foram notórios os discursos dos ministros habituais do STF criticando aqueles que dedicaram meses investigando suspeitos de desviar mais de R$ 10 bilhões dos aposentados e pensionistas na CPMI do INSS. Entre os investigados, havia pessoas com fortes ligações políticas, incluindo parentes próximos do ex-presidente Lula. O julgamento fez lembrar as críticas dirigidas à Lava Jato, que culminaram na anulação de parte da operação.

Contudo, a desconstrução da Lava Jato resultou até na absolvição de corruptos confessos e daqueles que admitiram pagamento de propinas.

Esses ataques à CPMI indicam que os investigados, como Careca do INSS e outros, podem ter esperança em futuras absolvições.

Apesar do fim precoce e do ineditismo da morte da CPMI do INSS, o trabalho não terminou em impunidade total.

Certamente, esperava-se que um tribunal de tamanha relevância elogiasse a CPMI, que descobriu dezenas de ladrões, indiciou 228 pessoas e levou 14 à prisão.

Os brasileiros já pagaram mais de R$ 1 trilhão em impostos em 2026, marca atingida oficialmente no dia 27 de janeiro, três dias antes que no ano anterior, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) via Impostômetro.

Enquanto isso, a plataforma Ga$to Brasil aponta que o governo já gastou mais de R$ 1,29 trilhão este ano.

Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, alertou que essa diferença entre arrecadação e gastos é preocupante e compromete a sustentabilidade fiscal do país, pois o Brasil já opera no vermelho antes mesmo de pagar os juros da dívida pública.

Hoje (27), será lido o relatório final da CPMI do INSS, com mais de 5 mil páginas, pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), último dia útil antes do encerramento oficial.

Ricardo Salles, pré-candidato do Novo-SP ao Senado, declarou esperar que o PT e seus aliados façam “golpes baixos” durante as eleições, conforme entrevista no podcast Diário do Poder.

Pela primeira vez, a plataforma Polymarket indicou superioridade na previsão de vitória do Flávio Bolsonaro (42,5%) em relação ao petista Lula (42%) na eleição presidencial de 2026.

Paulo Pimenta (PT-RS) chegou a questionar o horário da sessão que prorrogou a CPMI do INSS, mas foi desmentido pelo próprio STF.

Na janela partidária, dois deputados federais, Bandeira de Mello (RJ) e Lucas Abrahão (AP), se filiaram ao PV, fortalecendo a bancada verde.

Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, reforçou o convite ao ex-governador Claudio Castro (PL) para se filiar ao partido.

Se a condição clínica do ex-presidente Jair Bolsonaro não piorar, ele deve receber alta hospitalar hoje e iniciar 90 dias de prisão domiciliar temporária.

Os gastos do governo Lula com os cartões corporativos permanecem congelados em R$ 9,5 milhões no Portal da Transparência, sem maiores explicações.

Reflexão final: da derrota de 2 a 1 no STF, a grande reprovação foi o placar de 8 a 2.

Poder sem pudor

Heráclito Fortes (PFL), em 1992, quando era prefeito de Teresina (PI), lançou como candidato à sua sucessão o vereador Geraldin Oliveira (PDT), popularmente chamado de “papa defunto” pela posse de um cemitério. O oposicionista Augusto Basílio defendeu a escolha dizendo que o prefeito estava “matando o povo com sua administração” e que o candidato escolhido estaria enterrando-o, numa ironia política.

Com colaboração de Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos.

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