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Economia

Cresce faturamento dos shoppings em 2025 para R$ 200,9 bilhões

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O faturamento dos shoppings no Brasil aumentou 1,2% em 2025 em relação ao ano anterior, alcançando o montante de R$ 200,9 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Embora o crescimento tenha sido um pouco inferior à previsão inicial de 1,6%, representa o maior volume de vendas já registrado no setor.

O presidente da Abrasce, Glauco Humai, avaliou o desempenho como positivo, destacando que o crescimento é relevante, especialmente se comparado a outros setores com resultados inferiores. A taxa média de ocupação dos shoppings foi de 95,4%, considerada saudável, refletindo uma boa demanda por lojas.

Em 2025, o número de shoppings em atividade chegou a 658 espalhados por 253 cidades, com 10 inaugurações no ano. A área bruta locável cresceu 0,9%, atingindo 18,3 milhões de metros quadrados, e o total de lojas teve alta de 1,2%, chegando a 124,7 mil. A inadimplência dos lojistas foi a menor da história, com 4,3%, indicando estabilidade financeira dos comerciantes. O setor empregou 1,082 milhão de pessoas, crescimento de 0,9%.

O fluxo de visitantes mensais caiu 1%, com 471 milhões de pessoas circulando pelos centros comerciais. No entanto, o tempo médio de permanência subiu para um recorde de 80 minutos, acima da média dos últimos anos. O valor médio gasto por consumidor aumentou 4%, passando de R$ 121 para R$ 126.

O setor tem se consolidado como um espaço multifuncional, onde além das compras há opções de lazer, alimentação, serviços variados e eventos, o que contribui para o aumento do tempo de visita e do valor gasto.

Perspectivas para 2026

Para 2026, a Abrasce projeta um crescimento do faturamento de 1,4%, chegando a R$ 203,7 bilhões. Segundo Glauco Humai, o otimismo é moderado e baseado em fatores positivos como a geração de empregos, elevação da massa salarial e provável redução das taxas de juros, que devem favorecer o consumo e investimentos no setor.

Adicionalmente, a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil, recentemente instituída, deve aumentar o poder de compra dos consumidores, beneficiando o varejo. Eventos como a Copa do Mundo também são vistos como estímulos às vendas, principalmente de produtos como eletrônicos e artigos esportivos, com o benefício dos jogos ocorrendo no início da noite, momento que facilita a visita aos shoppings após o trabalho.

Entretanto, há pontos de atenção, como a instabilidade política decorrente do cenário eleitoral e tensões internacionais que podem gerar insegurança nos investimentos e nas atividades econômicas, conforme destacado por Glauco Humai.

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