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Cresce o comércio de armas na Europa, diz pesquisa

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Nos últimos cinco anos, o comércio mundial de armas registrou um crescimento de quase 10%, impulsionado principalmente pela Europa, que triplicou suas importações, conforme um relatório divulgado nesta segunda-feira (9).

Esse aumento europeu está ligado, em parte, à aquisição de armamentos para a Ucrânia, conforme apontado pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).

O relatório do Sipri mostra que o volume global de armas cresceu 9,2% entre 2021 e 2025 em relação ao período anterior de cinco anos.

Segundo Mathew George, diretor do Programa de Transferências de Armas do Sipri, “a Europa é hoje o maior destino das armas”.

Os países europeus representaram 33% das importações globais de armamentos, aumentando suas compras em 210% comparado ao quinquênio anterior.

Quase metade das armas enviadas à Europa (48%) vieram dos Estados Unidos.

Domínio dos Estados Unidos

Os EUA lideram as exportações de armas, concentrando 42% de todas as transferências internacionais durante o período, um aumento em relação aos 36% do intervalo anterior.

Apesar de conversas sobre a necessidade de a Europa se tornar mais autossuficiente, apenas 20% dos armamentos trafegam entre países europeus.

George ressalta que os fornecedores europeus continuam vendendo principalmente para fora da região.

A Alemanha ultrapassou a China, tornando-se o quarto maior exportador mundial de armas entre 2021 e 2025, com 5,7% das exportações globais.

Segundo o chefe do Sipri, a liderança americana como fornecedora da Europa deve permanecer, especialmente com mais de 460 caças F-35 encomendados.

Mercado no Oriente Médio

No Oriente Médio, as importações de armamentos diminuíram 13% entre os períodos 2016-2020 e 2021-2025, embora três países da região – Arábia Saudita, Catar e Kuwait – continuem entre os maiores importadores, absorvendo mais da metade das armas vendidas nos Estados Unidos.

George alertou para uma possível alta nessas compras, conforme itens já pedidos forem entregues na região.

Exportação e produção mundial

Os Estados Unidos destacam-se claramente nas exportações. A França, segunda maior exportadora, aumentou suas vendas em 21%, participando com 9,8% do total global.

A Rússia, embora terceira maior exportadora, teve queda significativa de 64% em suas vendas, reduzindo sua participação no mercado de 21% para 6,8% entre os períodos comparados.

Esta redução pode ser atribuída ao uso maior da produção russa para a guerra na Ucrânia, além de pressões internacionais para que países evitem adquirir armas russas, conforme explicou George.

A China e a Índia, que tradicionalmente compravam armas russas, apostam agora em fabricar tecnologias de defesa localmente, refletindo numa redução de 72% nas importações chinesas.

Isso levou a China a sair pela primeira vez desde os anos 1990 da lista dos dez maiores importadores globais.

A região da Ásia e Oceania, segunda maior consumidora, teve uma queda de 20% nos volumes importados neste período, influenciada pela diminuição na China.

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