Economia
Criador do Telegram diz que Rússia investiga ele por ‘apoio ao terrorismo’
Pavel Durov, o criador do Telegram, declarou nesta terça-feira (24) que está sendo investigado pelas autoridades russas sob a acusação de “apoio ao terrorismo”. Essa é a mais recente ação de Moscou para tentar bloquear o uso do popular aplicativo de mensagens.
As autoridades russas têm restringido o acesso tanto ao Telegram quanto ao WhatsApp, os apps de mensagens mais utilizados no país, numa tentativa de mover os usuários para o Max, que até agora não teve grande adesão.
“A Rússia instaurou um processo criminal contra mim por ‘apoio ao terrorismo'”, informou Durov, que possui cidadania russa e francesa, em uma mensagem no Telegram.
“Diariamente, as autoridades criam novos motivos para limitar o acesso dos russos ao Telegram, buscando restringir o direito à privacidade e à liberdade de expressão”, completou.
Há anos, a Rússia tenta bloquear o Telegram sem sucesso e exigiu repetidamente que Durov permita ao serviço de segurança (FSB) acesso para quebrar a criptografia e obter dados dos usuários.
Nesta terça, veículos estatais divulgaram reportagens na qual materiais do FSB afirmam que a recusa de Durov em colaborar teria causado mortes, uma vez que o Telegram supostamente foi utilizado para organizar ataques “terroristas”.
Não houve confirmação oficial da Rússia sobre a abertura de investigação contra o fundador do Telegram.
“Estamos identificando diversas infrações e a falta de cooperação por parte da administração do Telegram”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, sem confirmar a investigação.
Além de ser um serviço de mensagens, o Telegram é amplamente usado como plataforma principal de redes sociais na Rússia.
O próprio Kremlin mantém várias publicações diárias no Telegram, e na semana passada, Peskov afirmou que manteria sua conta oficial na rede.

Você precisa estar logado para postar um comentário Login