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Criança morre após tumor no cérebro ser confundido com cansaço

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Taylan Kurtul faleceu aos seis anos devido a um tumor cerebral. Inicialmente, os sintomas dele foram interpretados como visão embaçada e fadiga causadas pelas atividades extracurriculares.

“Fui buscá-lo na escola e, no caminho para casa, Taylan comentou: ‘Mamãe, às vezes, quando olho para as coisas, elas ficam borradas.’ No mesmo dia, marquei uma consulta com o oftalmologista, que avaliou a visão dele e não encontrou problemas. Continuei questionando sobre a visão, mas ele não voltou a reclamar e parecia bem”, relatou a mãe, Laura, em depoimento na Brain Tumour Research.

Logo depois, Taylan passou a ter dores de cabeça, muita fadiga, emoções intensas e dores de estômago, seguidas de tontura e desequilíbrio ao levantar. Mesmo achando que o cansaço poderia ser por causa das atividades, Laura levou-o ao médico.

Exames de tomografia revelaram uma massa no cérebro.

“Eu e meu marido, Toygun, recebemos a pior notícia possível: havia uma massa no cérebro do Taylan. Foi um momento devastador, parecia um pesadelo impossível de acreditar”, recorda Laura.

Novos testes confirmaram um meduloblastoma agressivo — um tipo de tumor maligno que se origina no cerebelo, parte do cérebro responsável pelo equilíbrio e coordenação motora.

Taylan passou por uma cirurgia de sete horas para remover quase todo o tumor. Após acordar, ele apresentou a síndrome da fossa posterior, que afeta funções motoras e a fala, sintomas comuns após a remoção de tumores nessa região.

Nos dias seguintes, Taylan começou a recuperar movimentos, voltou a montar brinquedos e a falar gradualmente.

Após a cirurgia, foi submetido a um tratamento de seis semanas com radioterapia avançada, exigindo múltiplas sessões diárias longe de casa.

Antes da quimioterapia, apresentando náuseas, exames mostraram que o tumor havia se espalhado pelo cérebro e medula espinhal. Os médicos informaram que o tumor era muito agressivo e sem possibilidade de cura.

Diante da situação, os pais decidiram interromper o tratamento para evitar sofrimento desnecessário a Taylan.

“Sabíamos que a doença estava avançando e não era justo prolongar essa luta para ele. Nosso filho já passou por muito”, disse Laura.

Taylan faleceu em fevereiro de 2024. A família agora alerta para que os pais fiquem atentos a sintomas que podem indicar um câncer agressivo, mesmo que pareçam sinais comuns.

Alguns desses sinais são dores de cabeça ao acordar, vômitos, visão dupla, dificuldade para se manter sentado ou em pé, alterações no comportamento e perda de apetite. Pais devem procurar atendimento médico se notarem essas indicações nos filhos.

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