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Crianças vistas em hotel de SP não são as desaparecidas no Maranhão, diz polícia

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A Polícia Civil esclareceu que as duas crianças observadas em um hotel na República, centro de São Paulo, não são os irmãos que desapareceram em Bacabal, Maranhão. A denúncia anônima que levou os oficiais ao local no último sábado, 24, acabou não confirmando a presença das crianças desaparecidas.

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram no dia 4 de janeiro após brincarem em uma área de mata no território quilombola de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Depois de 72 horas, o primo deles, Anderson Kauã, 8 anos, também desaparecido, foi encontrado em uma região de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do último local onde as crianças foram vistas.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Coronel Célio Roberto, a localização de Kauã modificou o foco das buscas. Em seu depoimento, Kauã contou que se perdeu após acompanhar os primos até um pé de maracujá. Tentando voltar para a casa da avó, caminharam mais de três quilômetros por uma mata fechada durante dois dias até encontrarem uma casa caída.

Kauã optou por deixar os primos para buscar ajuda e foi encontrado por um carroceiro que o levou até o povoado de São Sebastião dos Pretos. Após receber alta médica no dia 20 de janeiro, o garoto ajudou os bombeiros e os cães farejadores a refazer o percurso até as margens do rio Mearim, que passa pelo Maranhão.

“Os cães conseguiram seguir o cheiro até o rio,” afirmou o Coronel Roberto. “À frente havia uma mata ciliar que impedia a visão da água. Percorremos toda a extensão do local de entrada, seguindo a correnteza por 180 quilômetros, sem encontrar vestígios.”

Os bombeiros pediram auxílio à Marinha, que utilizou sonar para ampliar as buscas nas profundezas do rio, que possui águas turvas. Conforme explicado pelo comandante dos Bombeiros, a investigação agora é conduzida pela Polícia Civil, embora o Corpo de Bombeiros permaneça preparado para novas buscas em pontos relevantes.

De acordo com a Secretaria de Segurança do Maranhão, as equipes de segurança pública e voluntários concentram os esforços em duas áreas principais: o povoado São Sebastião dos Pretos, local de residência das crianças, e o povoado Santa Rosa, onde Kauã foi resgatado.

As operações de busca são organizadas pela Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, que utilizam cães farejadores, helicópteros e efetivo em terra para patrulhar a região.

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