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Criminalidade no DF atinge menor nível histórico, diz Sandro Avelar

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Sandro Avelar, responsável pela segurança pública no Distrito Federal, destaca que o índice de crimes está no menor patamar desde que os dados começaram a ser registrados. Ele ressalta que o episódio do 8 de janeiro de 2023 não vai se repetir e que o combate ao feminicídio é uma prioridade do governo.

Sandro Avelar já atuou em diferentes governos, o que, segundo ele, facilitou seu trabalho com políticos de várias tendências. Sua atuação sempre foi mais técnica e focada na gestão do que em política partidária, permitindo boas relações com todos os lados.

O sucesso na redução da criminalidade se deve a um trabalho contínuo e a políticas de longo prazo. Desde 2012, o Distrito Federal adotou a integração entre as forças policiais, dividindo a região em Áreas Integradas de Segurança Pública, modelo inspirado em Pernambuco. Essa estratégia tem caráter técnico e contou com a manutenção do princípio de integração, independentemente da liderança política.

O uso da tecnologia tem sido fundamental para combater o crime. Câmeras monitoram as 35 regiões administrativas, possibilitando o controle de ‘manchas criminais’ e a tomada de ações baseadas em evidências. Por exemplo, a restrição de funcionamento das distribuidoras de bebidas durante a madrugada resultou numa queda de 71% na criminalidade dessas áreas.

A participação da comunidade também é valorizada. Reuniões mensais são realizadas para ouvir as necessidades locais, e soluções podem não ser apenas policiais, como melhora na iluminação pública ou poda de árvores para evitar problemas.

O monitoramento do roubo de celulares é outro foco, com uso do IMEI para identificar aparelhos roubados e recuperar muitos desses itens para seus donos. Quem compra celular roubado pode responder pelo crime de receptação.

O feminicídio permanece um desafio cultural profundo. No Distrito Federal, todos os casos são investigados e os autores presos, mas a prevenção é essencial. Programas como ‘Aliança Protetiva’ e o botão de pânico ‘Viva Flor’ ajudam a proteger vítimas. Muitas vezes, agressões não são denunciadas por uma mentalidade ultrapassada que precisa ser superada.

Depois do 8 de janeiro, as regras para manifestações na Esplanada dos Ministérios ficaram mais rígidas, exigindo comunicação prévia para garantir segurança e organização, sem impedir o direito democrático de protestar.

Quanto à valorização das forças de segurança, Sandro Avelar destaca seu trabalho para a recomposição salarial e equidade entre as polícias Civil e Federal, além de estender atenção a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Detran e Polícia Penal, valorizando quem protege a sociedade.

Sobre o carnaval, o secretário afirma que foi seguro e que a nova portaria que autoriza revistas para apreensão de armas brancas nas ruas tem sido eficaz, diminuindo riscos, inclusive para pessoas em situação de rua.

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