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Cuba quer conversa com EUA, mas sem ceder em política
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta sexta-feira (16) que o país está aberto ao diálogo com os Estados Unidos, porém sem realizar qualquer tipo de concessão política. O momento é delicado, pois Washington tem aumentado a pressão sobre a ilha comunista.
“Estamos sempre abertos a conversar e melhorar as relações entre os dois países, baseando isso na igualdade e no respeito mútuo”, explicou Díaz-Canel em um evento em Havana.
Ele enfatizou que “Cuba não aceitará nenhuma concessão política” e que isso nunca será um ponto de negociação nas relações com os EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tem intensificado ameaças contra Cuba depois do ataque ocorrido em 3 de janeiro na Venezuela, que resultou na deposição do presidente Nicolás Maduro, aliado próximo da ilha.
Nesse ataque, 32 militares cubanos que faziam parte da segurança de Maduro perderam a vida.
Trump pressionou Havana a chegar a um acordo ou enfrentar consequências não detalhadas, chegando a sugerir que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, assumisse a presidência de Cuba.
Rubio, filho de imigrantes cubanos, declara publicamente a necessidade de uma mudança de governo na ilha, que é governada pelo Partido Comunista de Cuba.
Além disso, Trump tomou recentemente o controle do setor petrolífero da Venezuela e anunciou o término do envio de petróleo e ajuda venezuelana para Cuba, um importante parceiro ideológico e principal fornecedor de petróleo desde 2000.
Na segunda-feira, Díaz-Canel descartou que existam conversas em andamento com os EUA, em discordância das declarações do presidente americano.

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