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Cuba recupera eletricidade após grande apagão
Cuba restabeleceu sua rede elétrica nesta quinta-feira (5), após uma falha ocorrida no dia anterior que deixou dois terços do país sem energia. A falta de combustível, consequência do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, agravou a situação.
Os cortes de energia aumentaram após o governo de Donald Trump impor um embargo energético à Cuba depois da remoção do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado da ilha, e com o fim do envio de petróleo de Caracas para Cuba sob pressão dos EUA.
Regiões centrais e ocidentais, incluindo a capital, ficaram sem eletricidade desde o meio-dia de quarta-feira devido a uma falha na principal usina termelétrica da ilha, Antonio Guiteras, informou o Ministério de Minas e Energia.
Na manhã da quinta-feira, alguns bairros de Havana já tinham energia, embora a recuperação tenha sido lenta.
O Ministério informou que às 5h01 da madrugada o sistema elétrico foi reconectado desde Guantánamo até Pinar del Río, nas extremidades leste e oeste da ilha, e que a conexão das unidades geradoras continua para ampliar o fornecimento.
A principal causa do apagão foi a fragilidade do sistema elétrico devido à indisponibilidade de combustível para os geradores auxiliares, apesar de a falha na termelétrica ter sido o estopim do incidente.
A geração de energia depende de termelétricas antigas, algumas em operação há mais de 40 anos.
Cuba, com cerca de 9,6 milhões de habitantes, sofreu cinco apagões generalizados desde o final de 2024. Além disso, os cortes programados têm sido longos, chegando a ultrapassar 15 horas em Havana e mais de um dia em outras províncias.
Desde 9 de janeiro, não houve chegada de petroleiros, levando o governo de Miguel Díaz-Canel a tomar medidas rígidas de economia, como a suspensão da venda de diesel, racionamento de gasolina e redução de alguns serviços hospitalares.
Washington justifica suas ações alegando que Cuba representa uma ameaça excepcional à segurança nacional dos EUA devido às suas relações com China, Rússia e Irã.
Havana acusa Donald Trump de querer sufocar a economia da ilha comunista, que está sob embargo americano desde 1962 e tem sofrido endurecimento das sanções nos últimos anos.

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