Economia
Cuidados essenciais com lubrificantes e fluidos em carros eletrificados
O mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos está crescendo de forma acelerada, impulsionado por inovações tecnológicas e a busca por uma mobilidade sustentável. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), já circulam mais de 250 mil veículos eletrificados no país, e essa quantidade tende a aumentar nos próximos anos.
Com esse cenário, uma dúvida frequente surge: os carros elétricos precisam de manutenção? A resposta é sim. Grande parte da manutenção está relacionada ao uso correto de lubrificantes e fluidos específicos, essenciais para proteger peças do sistema motriz, a transmissão e para ajudar no controle da temperatura.
Muitas pessoas também desconhecem o termo EV, que vem do inglês Electric Vehicle e significa veículo elétrico — um carro 100% elétrico, sem motor a combustão.
Wellington Santos, especialista e Técnico em Implantação de Tecnologia da Castrol, afirma que:
“Os carros eletrificados introduzem uma nova forma de manutenção. Seguir as orientações certas sobre lubrificação não só beneficia o bolso do consumidor, mas também melhora a eficiência energética e prolonga a vida útil do veículo.”
Confira abaixo cinco aspectos importantes para cuidar bem do seu carro eletrificado.
1 – Lubrificação
Em veículos elétricos (EV), não há troca de óleo de motor como em carros a combustão. No entanto, isso não significa que não haja manutenção: há sistemas que precisam de proteção contra atrito e desgaste, como a transmissão e componentes internos do conjunto de tração.
Usar lubrificantes inadequados ou negligenciar revisões pode prejudicar o desempenho e a durabilidade do veículo.
2 – Fluido de transmissão
Embora não tenham motor a combustão, os carros elétricos têm transmissão, que depende de fluido específico para reduzir atrito, controlar a temperatura e prevenir desgastes.
Se a troca do fluido for feita de forma irregular ou com produtos errados, a eficiência do sistema diminui, impactando até na autonomia do automóvel.
3 – Troca recomendada
Para veículos híbridos e elétricos, recomenda-se a troca do fluido de transmissão entre 60 mil e 80 mil quilômetros, sempre conforme o manual do fabricante.
Wellington Santos explica: “Esse cuidado é vital para garantir que o fluido ofereça a proteção, eficiência e longevidade necessárias aos sistemas.”
4 – Híbridos e o motor liga e desliga
Nos veículos híbridos, o motor a combustão é acionado e desligado várias vezes durante o uso. Isso exige lubrificantes capazes de proteger imediatamente durante a partida, inclusive em baixas temperaturas.
Além disso, o óleo deve proteger contra LSPI (Low Speed Pre-Ignition), uma pré-ignição em baixa velocidade que pode afetar a performance e causar danos sérios ao motor.
Lubrificantes totalmente sintéticos e com baixa viscosidade são os mais indicados para esses veículos, pois proporcionam fluidez instantânea, limpeza interna e maior proteção.
5 – Temperatura da bateria
Um dos maiores desafios dos veículos eletrificados é manter a bateria na temperatura ideal. O superaquecimento diminui a eficiência e reduz a vida útil do sistema.
Lubrificantes e fluidos especializados também têm papel importante no controle térmico, assegurando funcionamento estável e seguro, especialmente em situações de uso intenso.
Bônus: Manutenção preventiva
Assim como nos carros convencionais, a manutenção preventiva é fundamental para elétricos e híbridos. Verificar frequentemente os níveis e as condições dos fluidos ajuda a evitar problemas inesperados e custos elevados. Também é essencial realizar revisões periódicas e utilizar sempre produtos homologados ou equivalentes aos indicados pelo fabricante.
Wellington Santos reforça: “Em veículos eletrificados, a manutenção é parte essencial da experiência. Escolher corretamente lubrificantes e fluidos é crucial para garantir segurança e confiabilidade ao longo da vida do carro.”
Eficiência e sustentabilidade
Além de proteger os componentes, o uso adequado de lubrificantes e fluidos melhora a eficiência energética. Produtos com menor atrito diminuem perdas, fazendo com que o carro percorra mais distância com a mesma carga, ampliando a autonomia e reforçando o compromisso com a sustentabilidade.

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