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Centro-Oeste

Curso que Muda Vidas na Estrutural

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Na Estrutural, a cozinha virou um lugar de apoio, aprendizado e reconstrução de vidas. No Instituto Culinária Social, mulheres encontram na gastronomia uma oportunidade de começar um negócio, recuperar a autoestima e retomar projetos que foram interrompidos por dificuldades financeiras, de saúde ou emocionais.

Ada Silva, fundadora e presidente do Instituto, diz que o projeto vai além do ensino técnico. “Nosso foco é qualificar profissionalmente na gastronomia, mas queremos que as pessoas saiam preparadas para empreender com o que aprenderam. Mais do que formar cozinheiras, formamos pessoas”, explica.

Desde 2005, mais de 800 mulheres já participaram dos cursos gratuitos do Instituto. O espaço atende até 30 pessoas por dia em sala de aula. Além da qualificação profissional, o projeto oferece ações de apoio, como a “Galinhada do Amor”, que distribui cerca de mil marmitas semanalmente para famílias carentes e pessoas em situação de rua.

“Ouvir histórias de mulheres que superaram a depressão ou começaram um negócio após passar pelo Instituto não tem preço. Isso é valor e princípio. Dediquei a maior parte da minha vida ao social porque sou chamada para isso. Meu propósito é ajudar o outro com o meu melhor”, compartilha Ada.

Entre as mulheres que tiveram suas vidas transformadas está Jacqueline, 41 anos, que trabalha com bolos há seis anos e participou de vários cursos no Instituto. “Cheguei com um certo conhecimento e saio com outro bem maior. Os professores ensinaram técnicas que eu não conhecia. Entrei de um jeito e estou saindo transformada”, conta. Ela destaca que, além do aprendizado técnico, fez amizades que mudaram sua vida.

Ana, 53 anos, encontrou no Instituto um lugar de acolhimento em um momento difícil. “Quando cheguei, enfrentava depressão. Aqui não aprendemos só sobre bolos e salgados, encontramos carinho e cuidado”, diz. Hoje, ela usa o conhecimento para ajudar na renda da família, desenvolvendo suas próprias receitas. “Me sinto feliz, valorizada e muito grata”.

Elza, 56 anos, moradora da Estrutural há 25 anos, trabalhou como cozinheira, mas parou após uma cirurgia no ombro. “Parar de trabalhar foi muito difícil; parecia que perder algo essencial. Fiquei ansiosa. No Instituto, encontrei um novo propósito. Aprender, conviver e produzir mudou minha rotina. Faço bolos, vendo o que aprendi e continuo empreendendo para não ficar parada em casa”.

Para Ada Silva, histórias como essas mostram a importância do trabalho na Estrutural. “Aqui tem curso, mas também incentivo e apoio. Pessoas chegam fragilizadas e saem fortalecidas. Ver isso é impagável”, conclui.

O Instituto conta com parceria de apoiadores, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, madrinha do projeto, que ajudou a arrecadar R$33 mil para mobiliar o local.

As inscrições para novos cursos, como pizza e croissant, estão abertas e podem ser feitas pelas redes sociais do Instituto @culinariasocial.

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