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Damares sugere que Malafaia ore em vez de reclamar e critica líder evangélico
Após divulgar uma lista com os nomes de igrejas e pastores investigados na CPMI que apura fraudes no INSS, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) mencionou a Assembleia de Deus do Amazonas como uma das instituições religiosas envolvidas nas investigações do colegiado. Essa igreja e a Fundação Boas Novas têm ligação com familiares do líder da bancada evangélica, o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM).
O parlamentar, quando procurado, afirmou que a igreja já apresentou suas justificativas à CPMI e que, portanto, não está sendo alvo de requerimentos atualmente.
No último domingo, Damares relatou que a comissão parlamentar tem enfrentado pressão de pessoas e instituições que tentam dificultar as investigações, uma vez que foram identificadas grandes igrejas e pastores envolvidos em desvios ilegais.
Ao ser questionada sobre as críticas do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que a chamou de ‘linguaruda’ por expor a ligação de religiosos com o esquema sem citar nomes, Damares respondeu afirmando que Malafaia deveria orar.
“Malafaia precisa orar um pouco. Não subordino minhas ações parlamentares a ele. Além das instituições que mencionei, há referências na CPI à Assembleia de Deus do Amazonas, mas essa instituição já forneceu os dados solicitados e eles estão sendo analisados” — declarou Damares.
Documentos apresentados pelo relator da CPI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), indicam que a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) realizou pagamentos à empresa Network, os quais foram posteriormente repassados a parentes de Silas Câmara e a empresas associadas a ele.
Conforme as denúncias levadas à CPI, parte dos recursos foi destinada à Fundação Boas Novas, presidida por um irmão do deputado. A menção à Assembleia de Deus do Amazonas e aos familiares de Câmara foi feita pelo presidente da CBPA.
Aliados de Damares e Malafaia indicam que o desentendimento entre eles é antigo, tendo inclusive sido mediado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o período em que Damares ocupou o Ministério dos Direitos Humanos.
Damares Alves afirmou que, ao se deparar com a possível participação de igrejas ou líderes religiosos em esquemas fraudulentos no INSS, sente um profundo incômodo e pesar. Contudo, ela reforçou a obrigação constitucional da CPMI de examinar os fatos com seriedade, imparcialidade e respaldo documental.

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