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Economia

Daniel Vorcaro detido: saiba as acusações contra o dono do Banco Master

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A detenção do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, de 42 anos, na terceira etapa da Operação Compliance Zero, trouxe novamente ao foco as suspeitas envolvendo sua administração no Banco Master.

Com autorização do ministro André Mendonça, do STF, a operação investiga uma série de indícios que vão desde irregularidades financeiras até possível envolvimento com o crime organizado.

O aspecto mais delicado da investigação é a possível ligação entre o capital que impulsionou o rápido crescimento do banco e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Federal apura se parte dos recursos movimentados pelo grupo pode ter origem ilegal.

Essa suspeita elevou o caso ao Supremo Tribunal Federal e colocou Vorcaro sob investigação direta da Polícia Federal.

Outro foco da apuração inclui:

  • Empréstimos tidos como atípicos;
  • Transações rápidas envolvendo fundos da gestora Reag;
  • Casos de rentabilidade anormal — um fundo registrou retorno superior a 10 milhões por cento.

Essas operações despertaram dúvidas sobre a procedência, estrutura e objetivo das movimentações financeiras.

Na fase mais recente da operação, a PF apreendeu:

  • R$ 1,6 milhão em dinheiro;
  • Veículos de luxo;
  • Relógios valiosos;
  • Armas de fogo.

Vorcaro já havia sido detido preventivamente em novembro de 2025 ao tentar embarcar para Dubai em voo particular no Aeroporto de Guarulhos, sendo liberado 12 dias depois.

Crescimento acelerado e dificuldades financeiras

Vorcaro assumiu o Banco Máxima em 2016, renomeando-o para Banco Master em 2021. Desde então, realizou uma série de aquisições e investimentos, como:

  • Compra do Voiter (ex-Indusval);
  • Aquisição do Will Bank, com mais de 6 milhões de clientes;
  • Compra da seguradora Kver;
  • Participações em empresas como Metalfrio e Veste.

O crescimento foi sustentado por aportes bilionários, porém uma crise de liquidez obrigou o banco a solicitar um empréstimo emergencial próximo a R$ 4 bilhões junto ao FGC. Nos últimos meses, Vorcaro começou a vender ativos, enquanto o BTG ampliou sua participação no grupo, assumindo controle parcial dos negócios.

Conhecido por não fazer parte do círculo tradicional da Faria Lima, Vorcaro cultivou uma imagem pública marcada por ostentação e alto padrão de vida.

Alguns eventos destacados incluem:

  • Festa de debutante da filha, avaliada em cerca de R$ 15 milhões, com show do DJ Alok;
  • Compra de mansão em Trancoso avaliada em R$ 280 milhões;
  • Participação no fundo proprietário do hotel Fasano Itaim;
  • Investimento de R$ 200 milhões na Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Atlético Mineiro.

Após seu divórcio, passou a ser visto em viagens internacionais com a influenciadora Martha Graeff, mesmo quando o banco já enfrentava problemas financeiros, o que gerou críticas no mercado.

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