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Defesa nega ligação entre agência de Lulinha e Careca do INSS

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A defesa da empresária Roberta Luchsinger solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a investigação sobre o vazamento de dados de um relatório da Polícia Federal relacionado aos pagamentos feitos por ela a uma agência de viagens utilizada pelo filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Os advogados afirmam que tais repasses ocorreram antes do contrato e do recebimento de valores do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

No documento enviado ao ministro André Mendonça, a defesa destaca que os registros financeiros de Roberta Luchsinger mostram que os pagamentos à agência de viagens Vulcano, utilizada por Lulinha, aconteceram até junho de 2024, enquanto o primeiro pagamento do Careca do INSS a ela foi feito somente em novembro do mesmo ano. Portanto, segundo os advogados, não há conexão entre os supostos desvios das aposentadorias do INSS e os contatos financeiros com a agência Vulcano.

“A alegação de que se tentou lavar dinheiro através de viagens ao exterior é absurda, pois isso indicaria o consumo do valor, e não sua ocultação”, afirmam na petição, ressaltando que a premissa usada no relatório e divulgada à imprensa é falsa.

O conteúdo do relatório veio a público em 18 de abril pelo Estadão. A Polícia Federal está investigando se os valores pagos pelo Careca do INSS a Roberta Luchsinger financiaram viagens de Lulinha. O relatório menciona pagamentos de R$ 641 mil realizados por ela à agência Vulcano, cujo dono, Daniel Peluso, tem seu e-mail associado ao sistema de tráfego aéreo da PF à emissão de passagens para Lulinha, tanto nacionais quanto internacionais.

Segundo o relatório, “os pagamentos foram feitos pela RL CONSULTORIA, com recursos oriundos do investigado durante as fraudes bilionárias dos descontos associativos do INSS, destacando-se a vinculação do e-mail de Daniel Peluso aos dados cadastrais de Lulinha em trechos de voos”. Além disso, o e-mail de Roberta Luchsinger também aparece no cadastro de Lulinha, indicando que ela pode ter emitido passagens para ele.

A defesa argumenta que o documento produzido pela Polícia Federal analisou as movimentações financeiras de Roberta Luchsinger de forma parcial e tendenciosa, com a intenção de incriminá-la.

Os advogados explicam que o relatório é baseado na falsa suposição de que os gastos com a agência Vulcano não coincidem com o período em que Roberta foi remunerada por seus serviços.

Além disso, a defesa aponta que um dos responsáveis pelo relatório também executou a busca e apreensão na residência de Roberta Luchsinger em dezembro, momento no qual adotou conduta inadequada, sem especificar os detalhes dessa atitude.

“Esse fato, juntamente com o envolvimento direto de um dos subscritores do relatório na busca e apreensão, quando agiu de forma incompatível com os padrões institucionais da Polícia Federal, reforça a necessidade de uma investigação rigorosa quanto à origem e ao modo desses vazamentos. Isso se faz fundamental diante dos sérios prejuízos causados à investigação e às garantias constitucionais de Roberta Luchsinger“, apontam os advogados na petição.

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