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Delegado da PF que indicou Bolsonaro vira assessor de Moraes no STF

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Fábio Alvarez Shor, delegado da Polícia Federal (PF), foi nomeado nesta segunda-feira, 9, para atuar como assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A nomeação foi oficializada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O pedido para transferir Shor para o gabinete de Moraes foi feito no início do mês, com a formalização dependendo apenas da tramitação administrativa entre a PF e o STF. A escolha se deu pela participação do delegado em inquéritos sob a relatoria de Moraes, o que fortaleceu a colaboração entre os dois.

Shor conduziu a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados durante o governo anterior, além de atuar no inquérito sobre os atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro. Por seu trabalho, ele se tornou alvo frequente de críticas por parte de setores da direita, incluindo ameaças feitas pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro em transmissões ao vivo.

Em uma live no dia 20 de julho de 2025, Eduardo Bolsonaro insinuou que Shor poderia sofrer sanções americanas e ter seu visto revogado devido às investigações que comandava. Shor foi o responsável por requerer o indiciamento de Bolsonaro por liderar a organização criminosa envolvida no plano de golpe.

“Um grande abraço aos policiais federais que me assistem. A depender de quem for, já está sem visto, né? Essa é outra questão que precisamos discutir. Vou ter que diminuir a imagem de Fábio Shor“, declarou Eduardo Bolsonaro.

Shor também enfrentou críticas de advogados que participaram do julgamento dos atos golpistas, especialmente de Jeffrey Chiquini, que teve confronto frequente com Moraes durante a fase de instrução dos processos penais. Chiquini acusou o delegado de elaborar relatórios contendo informações falsas sobre o ex-assessor presidencial Filipe Martins.

Além das investigações sobre os golpes, Shor atuou em casos como a fraude no cartão de vacinação do ex-presidente Bolsonaro e o escândalo das joias sauditas, apurado pelo Estadão, sempre sob a supervisão de Moraes.

Ele e sua equipe foram determinantes para identificar que Moraes estava sendo monitorado por golpistas com intenção de assassiná-lo.

Especialista em contrainteligência, Shor chefiou desde fevereiro do ano passado a Divisão de Investigações e Operações de Contrainteligência da PF. No STF, espera-se que atue como assessor de Moraes, auxiliando nas investigações sob sua relatoria.

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