Brasil
Delegados da Polícia Federal param inquéritos até criação de fundo que reforça orçamento
Os delegados da Polícia Federal comunicaram nesta segunda-feira (9) que irão suspender a realização de despachos em inquéritos policiais e a deflagração de operações como forma de protesto para que o governo Lula apresente uma proposta para a criação do fundo nacional de combate às organizações criminosas. Essa paralisação não afetará investigações envolvendo políticos com foro privilegiado, incluindo casos como o do Banco Master, nem ações contra o tráfico de pessoas, prisões em flagrante e situações que envolvam risco à vida.
A promessa da criação do fundo foi feita pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, porém o projeto encontra-se atualmente parado no Ministério da Gestão e Inovação (MGI). Um dos objetivos desse fundo seria a utilização de recursos confiscados de organizações criminosas para reforçar o orçamento de órgãos responsáveis pelo combate ao crime, como a Polícia Federal.
A decisão pela paralisação foi tomada em assembleia da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF). Os serviços de agendamento de passaportes estarão entre os suspensos durante o período da paralisação.
Segundo a ADPF, o propósito da criação do fundo é estabelecer fontes de financiamento estáveis para modernizar as capacidades investigativas, estruturar unidades especializadas e incentivar a maior produtividade e eficiência dos órgãos de segurança.
O presidente da ADPF, Edvandir Paiva, ressalta que o fortalecimento da Polícia Federal é fundamental para o combate eficaz às organizações criminosas que atuam em todo o país. Ele afirmou em comunicado que essa medida é essencial para a segurança pública e a proteção da sociedade.

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