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Deputados do PSol recorrem ao MPSP contra encerramento do serviço 710 nos trens

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Pelo menos dois deputados estaduais e um vereador do PSol recorreram ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra o encerramento do Serviço 710, que integrava as linhas de trens 7-Rubi e 10-Turquesa e foi finalizado nesta quarta-feira (27/8).

Os deputados Guilherme Cortez e Ediane Maria, representantes do partido na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), enviaram cada um uma solicitação ao MPSP questionando a decisão. O documento apresentado por Ediane também conta com a assinatura do vereador Henrique Parra, da Câmara Municipal de Jundiaí, localizada no interior paulista, na ponta norte da Linha 7-Rubi.

No seu pedido, Cortez destacou o caos registrado no transporte público na última segunda-feira (25/8), quando, devido ao descarrilamento de um trem de manutenção, o Serviço 710 foi temporariamente suspenso, levando à superlotação na estação Palmeiras-Barra Funda.

“Este cenário demonstra claramente que a atual estrutura não suporta a demanda anteriormente atendida pelo Serviço 710”, afirmou o deputado ao MPSP.

Cortez alegou que a concessão da Linha 7-Rubi à iniciativa privada não justifica a interrupção do serviço e solicitou a abertura de uma investigação para avaliar a legalidade da extinção desse modelo.

Ele também requisitou informações sobre estudos técnicos, planos de contingência e alternativas ofertadas à população, bem como recomendação ao governo e às operadoras para evitar novas situações de superlotação e riscos como os ocorridos recentemente.

Já a deputada Ediane Maria e o vereador Henrique Parra sustentaram em outro documento que a estação Barra Funda, agora terminal das linhas 7, 10 e 11, enfrenta superlotação que tende a piorar com a medida adotada.

Os parlamentares informaram que solicitaram à CPTM, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), as justificativas técnicas e os estudos de impacto relacionados à mudança, recebendo como resposta apenas que não haveria efeito na prestação do serviço aos passageiros, atribuindo a alteração à concessão da Linha 7-Rubi.

“Concluímos que o fim do Serviço 710 e a fragmentação do sistema ferroviário são movidos por interesses comerciais das concessionárias, desconsiderando a eficiência no atendimento público aos usuários”, afirmou a deputada.

Ediane também pediu a instauração de inquérito, a apresentação de estudos de impacto sobre a superlotação e propostas que garantam a eficiência do serviço de transporte, além da extinção do contrato com a concessionária TIC Trens.

Sobre o Serviço 710

O Serviço 710 estava em funcionamento desde 2021, permitindo que os passageiros viajassem de Jundiaí, na ponta norte da Linha 7-Rubi, até Rio Grande da Serra, no final da Linha 10-Turquesa, em um único trem, como se as duas linhas fossem contínuas.

Esse modelo facilitava a conexão com as diferentes linhas que cruzam a região central da capital paulista, eliminando a necessidade de troca de trem no Brás para os usuários da Linha 10 que tinham destino final nas linhas 1-Azul e 4-Amarela.

Com a concessão da Linha 7-Rubi à iniciativa privada, o governo de Tarcísio de Freitas anunciou o encerramento do serviço e uma série de mudanças na operação dos trens da região metropolitana de São Paulo.

A partir de agora, a estação Barra Funda será o terminal das linhas 7, 10 e 11, o que tem sido motivo de críticas por parte dos passageiros que utilizavam o Serviço 710, devido à possibilidade de piora na superlotação e desconforto.

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