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Economia

Desemprego atinge 5,8%, menor para fevereiro

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A taxa de desemprego no Brasil alcançou 5,8% no trimestre que terminou em fevereiro, marcando o segundo aumento consecutivo após fechar 2025 em 5,1%, o menor nível desde o início da série histórica em 2012.

Embora tenha havido um aumento, essa é a taxa mais baixa registrada para o mês de fevereiro, representando aproximadamente 6,2 milhões de brasileiros procurando emprego. A renda média mensal atingiu um novo patamar recorde de R$ 3.679, com crescimento de 2% no trimestre e 5,2% em relação ao ano anterior.

Esses dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE na última sexta-feira.

Setor público e construção registram perdas

O aumento do desemprego se deve à saída de 874 mil pessoas do mercado de trabalho no trimestre. A população empregada caiu para 102,1 milhões, uma redução de 0,8% em comparação ao período anterior, porém ainda 1,5% acima do mesmo trimestre do ano passado. Houve redução de vagas na administração pública, que abrange educação e saúde, com 696 mil empregos a menos, além da construção civil, que perdeu 245 mil postos.

De acordo com o IBGE, o fechamento desses postos nessas áreas é comum no início do ano.

Adriana Beringuy, coordenadora das Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, comenta que o fenômeno tem influência sazonal, principalmente nos setores de educação e saúde, onde grande parte dos trabalhadores possui contratos temporários no serviço público. Na construção, a demanda por obras e reparos diminui tipicamente no começo do ano.

Queda no emprego sem registro

O número de trabalhadores com carteira assinada permaneceu estável em 39,2 milhões. A quantidade de trabalhadores autônomos também se manteve próxima ao recorde, com cerca de 26,1 milhões.

Empregadores somam 4,2 milhões, e trabalhadores domésticos estimados em 5,5 milhões mantiveram números similares. Já os empregados sem carteira assinada diminuíram em 342 mil, totalizando 13,3 milhões.

O número de funcionários públicos, incluindo servidores estatutários e militares, caiu 3,7%, para cerca de 12,6 milhões.

A taxa de pessoas subutilizadas, ou seja, aquelas que não trabalham ou gostariam de trabalhar mais, subiu de 13,5% no trimestre encerrado em novembro de 2025 para 14,1% em fevereiro de 2026, representando cerca de 16,1 milhões de pessoas, aumento de 675 mil no período.

Renda do trabalho atinge novo recorde

Apesar dos desafios, a renda média do trabalhador seguiu crescendo, alcançando R$ 3.679 no trimestre, alta de 2% em relação ao período anterior e de 5,2% na comparação anual.

Adriana, gerente da pesquisa do IBGE, explica que a elevação da renda está relacionada ao aumento da demanda por trabalhadores e a maior formalização nas áreas de comércio e serviços.

No comércio, os salários cresceram 4,1% no trimestre, um acréscimo médio de R$ 116. Na administração pública, a renda subiu 2,9%, ou R$ 140. Em outros serviços, houve alta de 11,2%, equivalente a R$ 313 a mais. As demais categorias não apresentaram variações relevantes.

Segundo o IBGE, a diminuição no número de empregos deve-se especialmente à queda na construção, setor com muitos trabalhadores autônomos sem CNPJ, além de setores menos formalizados da indústria e agricultura.

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