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Desinformação põe em risco a confiança nas vacinas, alerta OMS

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Os programas de vacinação enfrentam desafios devido à crescente desinformação e às dúvidas sobre o financiamento da pesquisa, segundo especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Vacinação (SAGE) da OMS realizou sua reunião semestral recentemente, focando principalmente nas vacinas contra a covid-19 e a febre tifoide.

“Um dos desafios atuais é a incerteza sobre o financiamento para pesquisa e desenvolvimento de vacinas, além da desinformação que prejudica a confiança pública nas vacinas”, destacou o SAGE em comunicado.

O grupo ressaltou que “proteger a confiança e combater a desinformação serão metas prioritárias para 2026”.

Kate O’Brien, diretora do Departamento de Imunização e Vacinas da OMS, comentou sobre o cenário atual envolvendo doenças e programas de vacinação, mencionando conflitos, dificuldades econômicas e limitações orçamentárias.

“A confiança nas vacinas está sendo abalada pela desinformação. Existe o risco de retrocesso, inclusive com alguns países possivelmente não conseguindo financiar todas as vacinas previstas em seus programas”, afirmou durante entrevista.

Após declarações antivacinas de Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde dos Estados Unidos, que vinculavam vacinas ao autismo, uma análise da OMS reafirmou a inexistência de qualquer relação entre vacinas e esse transtorno neurológico.

“As vacinas não causam autismo e nunca causaram”, reforçou Kate O’Brien, destacando que as vacinas salvaram cerca de 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos.

O SAGE também manifestou preocupação com a persistente circulação do vírus da poliomielite em sua forma natural no Paquistão e Afeganistão, e a detecção do poliovírus tipo 2, uma cepa ligada ao vírus atenuado presente em vacinas orais, na África.

“O conflito no Oriente Médio pode favorecer a propagação do vírus da poliomielite, dificultando os esforços para erradicá-lo”, alertou Anthony Scott, presidente do SAGE.

Sobre a vacinação contra a covid-19, o SAGE sugeriu a possibilidade de aplicar doses sistemáticas duas vezes ao ano para os grupos mais vulneráveis, dado que a proteção tende a diminuir após seis meses.

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