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Destino das Árvores de Poda Após Tempestades em São Paulo

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A queda de árvores em São Paulo não é algo incomum. A população da cidade já está acostumada a encontrar troncos e galhos espalhados pela capital, especialmente depois de fortes tempestades, como o ciclone extratropical que, em dezembro, derrubou mais de 500 árvores, conforme informação do Corpo de Bombeiros.

Esses eventos causam diversos problemas, desde danos à rede elétrica que resultam em falta de energia, até prejuízos materiais e riscos de acidentes graves. Entretanto, uma questão que muitos moradores de São Paulo desconhecem é: o que acontece com as árvores depois de caírem na cidade?

Essa madeira pode ter dois destinos principais: virar mobiliário urbano ou ser transformada em composto orgânico através de um programa da prefeitura que reutiliza o material resultado de podas e quedas em parques municipais.

Como Funciona o Reaproveitamento

A primeira fase do processo ocorre em um espaço localizado na Vila Leopoldina, zona oeste da cidade, onde as árvores, em sua maioria eucaliptos, são selecionadas. As toras que apresentam tamanho e qualidade adequados são destinadas à fabricação de móveis que serão usados em parques públicos.

Os restos, como galhos e troncos inadequados para móveis, são triturados e transformados em cavaco, um material vegetal que pode substituir pedras utilizadas em jardins e trilhas nos parques públicos.

Isabel Jorge, engenheira florestal responsável pelo pátio de recebimento, destaca que o uso do cavaco proporciona melhor drenagem, previne a proliferação de plantas indesejadas e é mais ecológico. Quando o material se decompõe, basta reabastecê-lo, tornando o manejo mais prático.

Além disso, o cavaco, quando misturado com resíduos orgânicos, é usado em compostagem, processo que dura cerca de 120 dias e resulta em adubo distribuído gratuitamente em praças e jardins para a população.

Produção de Móveis com Madeira Reaproveitada

Já as toras selecionadas seguem para uma marcenaria localizada no Parque Anhanguera, na zona norte, onde passam por um processo de secagem que dura aproximadamente dois meses, a fim de garantir qualidade e durabilidade, prevenindo empenamentos e farpas.

Após a secagem, os móveis são produzidos pela empresa responsável conforme a necessidade dos parques administrados pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

Daniel Henrique Conti, arquiteto responsável pelas vistorias que definem os móveis a serem fabricados, conta que os itens são finalizados com verniz naval para maior resistência, mantendo a aparência natural e rústica.

Móveis Produzidos e Benefícios do Programa

Desde fevereiro de 2024, já foram produzidos diversos itens, entre eles bancos, escorregadores, conjuntos de piquenique, cercas, passarelas, placas e guaritas de segurança, além de materiais para manutenção dos parques.

O reaproveitamento traz benefícios ambientais, econômicos e sociais importantes, como a diminuição do desperdício, a redução do uso de matéria-prima virgem, a economia no transporte de resíduos e a geração de empregos locais.

Mais do que tudo, o programa oferece mobiliário de qualidade para os visitantes dos parques, valorizando o espaço público e promovendo o uso consciente dos recursos naturais.

Isabel destaca o impacto positivo: “É gratificante ver os parques mais bonitos e naturais, com estruturas que antes não existiam. A população pode desfrutar destes espaços de forma mais agradável.”

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