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DF cria plano unificado para encontrar pessoas desaparecidas

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A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) lançou um novo Plano de Ação Integrado para ajudar na busca de pessoas desaparecidas. Este plano estabelece regras claras e ações coordenadas entre vários órgãos desde o momento em que o desaparecimento é registrado até o encontro da pessoa, além de apoio à família.

O plano é uma continuação da Rede Integrada de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas (Ridesap), criada em 2023. Ele reúne esforços da segurança pública, saúde, assistência social, justiça e direitos humanos. Em 2025, o Distrito Federal alcançou o recorde nacional de retomada de pessoas desaparecidas, com 98% dos casos solucionados.

Participam dessa iniciativa a Polícia Civil (PCDF), Polícia Militar (PMDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), Departamento de Trânsito (Detran-DF), Secretaria de Saúde (SES-DF), Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), Defensoria Pública (DPDF), Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Poder Judiciário, governo federal e a sociedade civil civil organizada. A coordenação é feita pela Subsecretaria de Integração de Políticas Públicas de Segurança (Subisp).

O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, durante o lançamento, destacou que o plano é uma política de Estado estruturada para oferecer respostas rápidas e integradas no atendimento aos casos de desaparecimento. Ele comentou que o plano elimina barreiras administrativas, permitindo comunicação rápida entre os órgãos envolvidos.

O secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, afirmou que o Distrito Federal lidera o país na localização de pessoas desaparecidas, com sucesso em mais de 98% dos casos. Ele explicou que, ao registrar o desaparecimento na Polícia Civil, toda a rede integrada é acionada imediatamente, incluindo divulgação, mobilização das forças de segurança e uso de tecnologias como câmeras com reconhecimento facial. O plano também prevê ações para os casos ainda não resolvidos, sempre focando na pessoa desaparecida e no suporte à família.

O desenvolvimento do plano levou mais de um ano e envolveu reuniões, workshops técnicos e avaliações legais. O subsecretário da Subisp, Jasiel Fernandes, explicou que esse trabalho identificou falhas nos processos atuais e possibilitou a criação de protocolos claros para melhorar a comunicação e a eficiência.

A promotora de Justiça do MPDFT, Polyanna Silvares, elogiou a colaboração entre as instituições para criar o plano sem precisar recorrer à justiça, reafirmando o compromisso com o cuidado às famílias e a meta de diminuir os casos de pessoas desaparecidas no Distrito Federal.

*Informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)

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