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Economia

Diálogos para o futuro do setor sucrenergético no Nordeste

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O Congresso Usinas de Alta Performance do Norte-Nordeste (UAPNE), organizado pela Pró-Usinas JornalCana, promoveu debates importantes para o setor sucrenergético das regiões. Na tarde desta quinta-feira (19), empresários, técnicos e especialistas participaram de painéis que discutiram os desafios e as possíveis soluções para o setor.

O evento, realizado na Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, precedeu a cerimônia do Prêmio MasterCana Norte-Nordeste 2026, marcada para esta noite. Entre os presentes no congresso, estava o presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro.

“Já está comprovado que, quando se cria um espaço para as pessoas se conectarem e fazerem networking, surge uma troca valiosa de ideias, conhecimento e interação. Isso motiva as pessoas a superarem os desafios nas usinas, que são muitos. Nossa missão foi cumprida ao trazer temas relevantes, cases reais e soluções inovadoras”, destacou Josias Messias, CEO do Pró-Usinas JornalCana.

Novas gerações

Josias conduziu os dois últimos painéis do congresso. O primeiro, intitulado “Nova Geração – Projetando o Futuro do Setor”, reuniu representantes de usinas pernambucanas que compartilharam suas experiências. Participaram do painel Joanna Costa, Diretora de Marketing, Eventos e Infraestrutura do Grupo EQM; André Meirelles, Purchasing Management na Usina União e Indústria; e Carolina Maranhão Fernandes de Arruda, Diretora Estatutária e Acionista da Usina Santo Antônio.

Joanna Costa ressaltou que o setor sucrenergético está passando por uma transformação significativa com o avanço das novas tecnologias. “O agronegócio, mesmo em meio a crises, vive uma grande revolução. Hoje, conseguimos medir a eficiência e produtividade de forma muito mais precisa do que antes”, disse.

Como líder de um grupo com usinas tradicionais, ela enfatizou a importância de equilibrar inovação e legado. “É fundamental ouvir as experiências dos que têm mais tempo na empresa e integrar essas ideias. Devemos adotar práticas modernas e olhar para o futuro, sem desvalorizar a história construída até aqui.”

Safra e desafios

O último painel do dia, intitulado “Superação dos Desafios Institucionais e Estruturais do Setor”, contou com a participação de Renato Cunha, presidente executivo da NovaBio e do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), e Diego Manoel de Sá, gerente de relacionamento do Banco do Nordeste, patrocinador do evento junto com o Grupo EQM e o Complexo Industrial Portuário de Suape.

Renato Cunha apresentou dados recentes sobre o setor sucrenergético. De acordo com a consultoria Datagro, a safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 deve alcançar 635 milhões de toneladas. A produção de etanol está prevista para aumentar, podendo chegar a 41,6 bilhões de litros, o que representa um grande desafio.

“Grande parte desse produto é destinada ao Nordeste de forma desorganizada e, em alguns casos, até importada, o que prejudica a dinâmica da produção local. É essencial qualificar a demanda. Se o preço for baixo, que não compensa ou cobre os custos de produção, não é viável. Precisamos ter critérios para essa demanda. Não basta apenas colocar o produto no mercado sem garantir que haja absorção para ele”, alertou Renato.

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