Economia
Dificuldades para pedir devolução ao Fundo Garantidor do Banco Master
Os clientes do banco Master enfrentaram um misto de esperança e frustração no último sábado. Após o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informar que realizará o depósito, uma grande quantidade de acessos ao aplicativo deixou o sistema instável.
O advogado Eduardo Rossini tentou diversas vezes acessar o aplicativo durante o sábado, porém sempre encontrava a mensagem “estamos passando por instabilidade”.
— Acredito que seja algo previsível, devido ao grande volume de acessos; o sistema não conseguiu suportar a demanda. Era esperado que muitos usuários acessassem simultaneamente. Acho que poderiam ter se preparado melhor, assim como as empresas que vendem ingressos para shows — comentou.
Rossini, que tem valor a receber inferior ao limite de R$ 250 mil, questionou o fato do aplicativo ser o único meio para solicitar os recursos.
— O próprio site do Fundo Garantidor de Créditos informa que o aplicativo é a única forma. A alternativa agora é tentar acessar durante a madrugada, quando o fluxo é menor, ou na manhã seguinte. Deveriam ser mais claros a respeito dos procedimentos e prazos.
As solicitações para pessoas físicas, liberadas a partir das 9h30 de sábado, encontraram problemas técnicos, incluindo envio e validação de documentos, o que impediu a finalização do cadastro. Em comunicado, o FGC afirmou que o sistema sofreu sobrecarga devido ao grande volume de acessos, registrando mais de 140 mil acessos até o meio-dia.
O consultor Idineu Spadari também enfrentou dificuldades para acessar o aplicativo, assim como sua esposa. Ele relatou várias tentativas frustradas.
— Pelo menos parece que a liberação vai acontecer. Eu estava receoso de uma reversão da liquidação do banco. Como estamos abaixo do teto de R$ 250 mil, as únicas perdas são referentes à rentabilidade do período em que o dinheiro ficou indisponível.
Spadari mencionou que utilizou o banco Nubank para comprar os CDBs do Master, ressaltando que a instituição foi bastante ativa na comunicação.
— Entendo que a responsabilidade principal é do banco emissor, mas as instituições financeiras que participaram da transação também lucraram e não terão nenhum prejuízo.

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