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Dino solicita explicações sobre emendas enviadas à produtora do filme sobre Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino concedeu um prazo de cinco dias para que a Câmara dos Deputados esclareça o envio de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora Karina Ferreira Gama, responsável pelo filme The Dark Horse, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão seguiu após a recepção de um ofício enviado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que apontou uma rede de pessoas jurídicas interligadas sob a coordenação da roteirista. Segundo ela, essa organização configura um “grupo econômico por coordenação”, complicando o rastreamento dos recursos públicos envolvidos.
O documento ressalta que essas entidades receberam transferências diretas de recursos — popularmente conhecidas como “emendas pix” — de parlamentares que também contratam serviços de marketing eleitoral de empresas do mesmo grupo.
Em reportagem anterior, foi revelado que o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que é roteirista do filme, destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares a uma ONG presidida por Karina Ferreira Gama.
Além disso, outra organização vinculada à produtora teria recebido R$ 2,6 milhões em emendas pix de deputados como Bia Kicis (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS), e dos ex-parlamentares Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP).
Flávio Dino também notificou Mario Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon para apresentarem suas justificativas dentro do prazo de cinco dias úteis, frente às possíveis irregularidades apontadas.
As chamadas emendas Pix são transferências rápidas e especiais de recursos federais indicadas diretamente por parlamentares a Estados e municípios, dispensando a necessidade de convênios prévios ou projetos detalhados. Este método de repasse, caracterizado pela sua velocidade e pela falta de transparência, foi amplamente divulgado em 2021.

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