Centro-Oeste
Doença renal avança sem sinais claros e alerta médicos
A doença renal crônica está crescendo silenciosamente no Brasil e no mundo, afetando milhões de pessoas, muitas sem saber que seus rins estão comprometidos. Atualmente, ela é a 9ª principal causa de morte no mundo, causando cerca de 1,5 milhão de mortes por ano.
Um estudo recente publicado na revista científica The Lancet em novembro de 2025 revela que aproximadamente 14% dos adultos apresentam algum grau de doença renal, com variações conforme a região, e o número de casos tem aumentado nas últimas décadas.
“A doença renal muitas vezes não apresenta sintomas claros: ela avança até a função dos rins estar muito debilitada. Por isso, muitos só descobrem o problema quando a doença está em um estágio avançado”, explica o nefrologista Dr. Mendell Lemos, coordenador da NefroSanta, centro de nefrologia localizado no Hospital Santa Lúcia Sul.
No Brasil, milhões vivem com a doença renal crônica, mas muitos não têm diagnóstico e poucos recebem acompanhamento. A maioria dos casos está ligada a fatores de risco que podem ser controlados, como pressão alta e diabetes, as principais causas da doença renal.
Dados do Ministério da Saúde mostram que os atendimentos relacionados a essa doença na atenção básica aumentaram mais de 150% entre 2019 e 2023, mostrando tanto o crescimento dos casos quanto a maior identificação nas unidades de saúde.
A doença é caracterizada pela perda gradual da capacidade dos rins de limpar o sangue e eliminar toxinas. Nos primeiros estágios, pode não causar sintomas, tornando-se visível apenas quando a função renal está muito reduzida.
Dr. Mendell Lemos ressalta que, embora seja mais comum em pessoas mais velhas, jovens também enfrentam mais fatores que aceleram o dano renal, como automedicação, obesidade, dieta rica em sal e uso excessivo de substâncias como esteroides anabolizantes.
Ele destaca que condições como hipertensão e diabetes devem motivar a avaliação da função renal logo no diagnóstico, não só quando aparecem sintomas. “Uma avaliação precoce com o nefrologista pode detectar alterações tratáveis, ajudando a prevenir ou retardar o avanço da doença”, afirma Dr. Mendell.
Sinais que normalmente são ignorados, como pressão alta fora de controle, mudanças na urina, inchaço nas extremidades e cansaço intenso, merecem atenção e avaliação médica.
Prevenção e cuidados diários
A prevenção e o controle da doença renal dependem muito de mudanças no estilo de vida e no controle rigoroso dos fatores de risco. Entre as principais orientações dos nefrologistas estão controlar bem a pressão arterial, cuidar da glicose em quem tem diabetes, reduzir o sal e alimentos ultraprocessados na alimentação, praticar exercícios regularmente e parar de fumar.
Dr. Mendell Lemos explica que controlar esses fatores e adotar hábitos saudáveis são as melhores formas de proteger os rins ao longo da vida. Ele ressalta que o exame de creatinina no sangue é útil, mas aparece em estágios avançados, por isso não deve ser o único exame usado para avaliar os rins.
Pessoas com histórico de pressão alta, diabetes, obesidade, problemas cardíacos ou casos de doença renal na família devem fazer acompanhamento regular com nefrologista. “Exames de urina e a estimativa da taxa de filtração glomerular (TFG) são importantes para rastreamento e monitoramento”, explica o especialista.
Atuação multiprofissional
A NefroSanta, centro especializado em nefrologia no Hospital Santa Lúcia Sul, destaca-se como serviço único na região do Distrito Federal por oferecer atendimento integrado em uma grande rede hospitalar, trabalhando junto a setores como UTI, pronto-socorro, cirurgia vascular, cardiologia, endocrinologia e infectologia.
A unidade oferece ainda acesso exclusivo para pacientes que buscam mais privacidade e comodidade, além de serviços de transfer e navegação assistencial para facilitar o deslocamento e acelerar o atendimento em situações graves.
“A integração com outras especialidades e o treinamento contínuo das equipes garantem segurança e qualidade no tratamento, indo além dos métodos tradicionais de terapia renal substitutiva”, afirma Dr. Mendell Lemos.
A NefroSanta oferece consulta nefrológica especializada, hemodiafiltração, hemodiálise e diálise peritoneal. Sua equipe multiprofissional inclui fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos, trabalhando em conjunto com os nefrologistas para cuidar do paciente de forma completa, considerando os aspectos clínicos, nutricionais e sociais que influenciam a qualidade de vida.
A fisioterapia é realizada durante as sessões de hemodiálise para ajudar a manter a força muscular e tornar o tratamento menos cansativo. A nutrição é personalizada para cada paciente, com orientações para o cuidado em casa. O suporte psicológico e social ajuda o paciente a entender a condição, seguir o tratamento e garantir seus direitos.
“Esse atendimento integrado assegura que o paciente seja visto como um todo, considerando todos os fatores que afetam sua saúde e bem-estar”, destaca Dr. Mendell.
“Cuidar dos rins é tão importante quanto cuidar do coração ou controlar o diabetes. Os rins regulam o equilíbrio do corpo inteiro – quando eles não funcionam bem, todo o organismo sofre”, conclui.

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