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Dois agricultores presos na Venezuela por festejar prisão de Maduro
Na Venezuela, dois agricultores foram detidos por celebrar a captura do ex-presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, conforme informou uma organização não governamental nesta quarta-feira (7).
O país está sob um estado de exceção que impõe prisão para quem demonstre apoio à operação contra a detenção do ex-mandatário e de sua esposa, Cilia Flores, ocorrida em 3 de janeiro, durante uma ação militar americana em Caracas e em mais três estados venezuelanos.
O casal Maduro enfrenta processos jurídicos nos Estados Unidos, especificamente em Nova York, por acusações que incluem tráfico de drogas.
Gonzalo Himiob, advogado da ONG Foro Penal, defensora de presos políticos, afirmou à AFP que estão aguardando para saber se os acusados serão levados a julgamento após sua prisão em 5 de janeiro. Ele ressaltou que “São agricultores muito humildes”.
Os detidos, irmãos de 64 e 65 anos, vivem na região de Río Negro, no estado de Mérida, no oeste do país. Segundo o advogado, eles estavam embriagados e comemoraram a notícia da captura do ex-presidente em frente à casa deles.
Eles dispararam para o alto com armas comuns em propriedades rurais e fizeram brincadeiras com vizinhos que apoiam o governo, que posteriormente denunciaram a situação às autoridades.
Esta é a primeira vez que detenções desse tipo ocorrem sob a gestão interina da presidente Delcy Rodríguez, que atua sob intensa pressão do então presidente americano Donald Trump.
Até o momento, não houve protestos públicos ou manifestações em apoio à operação militar dos EUA na Venezuela.
O clima no país é de apreensão após manifestações espontâneas contra a reeleição controversa de Maduro para 2024, que foram reprimidas violentamente pelas autoridades, resultando na prisão de mais de duas mil pessoas em apenas dois dias.
A organização Foro Penal contabiliza atualmente 806 presos políticos no país, entre eles 175 membros das forças armadas.

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