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Dois ataques nos EUA em poucas horas deixam três mortos e geram alerta
Na quinta-feira (12), dois ataques aconteceram nos Estados Unidos com intervalo inferior a duas horas, resultando em três mortes e elevando o alerta sobre possíveis tensões internas no país.
Na Virgínia, um homem entrou em uma sala de aula da Universidade Old Dominion (ODU) e disparou contra três pessoas, uma das quais não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Em Michigan, um homem invadiu uma sinagoga com um carro, causando a morte de um indivíduo e ferindo pelo menos outro.
Detalhes do ataque na universidade
As autoridades de Norfolk confirmaram que o incidente na ODU ocorreu aproximadamente às 10h50. Um ex-militar da Guarda Nacional do Exército adentrou a sala de aula do Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva (ROTC) e disparou contra os presentes.
Dominique Evans, agente do FBI em Norfolk, relatou que os estudantes conseguiram contê-lo, e ele acabou morto. O tiro não foi disparado por agentes, mas os detalhes sobre sua morte não foram divulgados.
Detalhes do ataque na sinagoga
Menos de duas horas depois, um incidente ocorreu em West Bloomfield, a mais de mil quilômetros de distância. O xerife do condado de Oakland, Michael Bouchard, informou que o agressor entrou no templo Temple Israel dirigindo um carro e percorreu seus corredores.
Policiais chegaram rapidamente após denúncia anônima, mas o agressor já havia sido fatalmente ferido, provavelmente por seguranças da sinagoga.
Vítimas na universidade
Ao menos três pessoas foram baleadas, entre elas o tenente-coronel do Exército Brandon A. Shah, professor da ODU, que morreu no hospital. Outro militar está em estado grave, e a terceira vítima foi atendida e liberada.
Vítimas na sinagoga
Após a invasão, o carro do suspeito liberou muita fumaça, levando 30 policiais ao hospital por inalação. Um segurança do templo foi atropelado e recebeu atendimento, mas não corre risco.
Investigações em andamento
Kash Patel, diretor do FBI, indicou que o ataque à universidade está sendo tratado como terrorismo. Testemunhas relataram que o agressor gritou “Allahu Akbar” ao entrar. Ele tinha histórico de condenação por apoio ao Estado Islâmico e estava em liberdade condicional.
Na investigação do ataque à sinagoga, a agente Jennifer Runyan do FBI em Detroit declarou que o caso é considerado violência direcionada à comunidade judaica. Também se investiga possível uso de artefatos explosivos pelo suspeito, que era cidadão americano de origem libanesa, com histórico recente de perdas familiares em conflitos no Líbano.
Contexto e alertas
Apesar de não haver ligação direta nos ataques às operações dos EUA e Israel contra o Irã, as autoridades estavam em alerta para possíveis tensões internas. O FBI emitiu alertas sobre potenciais retaliações com drones. Sinagogas mundialmente reforçaram segurança devido ao medo de ataques vinculados ao conflito.
Steven Ingber, CEO da Federação Judaica de Detroit, expressou tristeza pela necessidade de preparação para violência. Ele comentou: “Não estou surpreso com os ataques; infelizmente, é algo que esperávamos.”

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