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Economia

Dólar cai e pressiona juros com IPCA-15

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O dólar apresenta ligeira queda na manhã desta terça-feira, 27, refletindo a tendência de redução da moeda americana frente a outras moedas de países desenvolvidos e emergentes. Essa oscilação é moderada pela queda nos preços do petróleo e do minério de ferro na China.

A expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) mantenham as taxas de juros nas reuniões que iniciam nesta terça e encerram na quarta-feira (28). Essa perspectiva favorece o carry trade para o Brasil, beneficiando também o real.

Os investidores incorporam ainda nos ativos os riscos associados ao presidente americano Donald Trump, a possibilidade de paralisação do governo dos EUA a partir deste sábado, a inflação disseminada e o inverno rigoroso, que elevou o preço do gás natural acima de US$ 6 pela primeira vez desde 2022. Existe também grande expectativa pelo anúncio do próximo presidente do Fed, após a saída de Jerome Powell prevista para maio.

Os juros futuros estão próximos a ajustes, acompanhando o IPCA que ficou abaixo das projeções medianas do mercado, além do leve aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de médio e longo prazo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,20% em janeiro, desacelerando em relação ao aumento de 0,25% em dezembro, segundo dados do IBGE, ficando abaixo da mediana das previsões de mercado, que era 0,23%. A inflação acumulada nos últimos 12 meses alcançou 4,50%, dentro do intervalo estimado, porém inferior à mediana de 4,52%.

Mais cedo, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou a alta para 0,63% em janeiro, depois de subir 0,21% em dezembro, segundo a Fundação Getulio Vargas. Com isso, o índice acumula valorização de 6,01% nos últimos 12 meses.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) aumentou 2,8 pontos em janeiro, atingindo 94,0 pontos – o maior nível desde março de 2025 -, após uma queda de 1,2 ponto em dezembro, informou a FGV.

Em nível internacional, o acordo de livre comércio entre a União Europeia e a Índia, anunciado nesta terça-feira, ultrapassa as tarifas agrícolas e envolve investimentos, serviços, cadeias globais de valor e cooperação geopolítica. Esse acordo é considerado um marco estratégico diante das incertezas e fragmentações no comércio mundial.

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