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Economia

Dólar fecha estável antes do relatório de emprego dos EUA

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O dólar terminou o dia praticamente sem variação, cotado a R$ 5,3890 (+0,04%). Após ultrapassar o suporte de R$ 5,40 e acumular queda de quase 2% no início de janeiro, a moeda americana parece buscar equilíbrio.

O mercado está cauteloso esperando o relatório de empregos (payroll) nos EUA que sai nesta sexta-feira (9), dado que pode influenciar as decisões futuras do Federal Reserve.

No Brasil, o foco está no índice IPCA de dezembro, embora não se espere que ele altere a previsão predominante de manutenção da taxa Selic em 15% neste mês.

Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, comenta: “O câmbio está mais estável, com o mercado aguardando o payroll. O fluxo está fraco e a liquidez baixa. Espera-se melhora na próxima semana.”

No cenário internacional, o índice DXY, que avalia o dólar frente a seis moedas fortes, subiu levemente, aproximando-se dos 99.000 pontos, com máxima de 98.984 pontos. O dólar também avançou em relação a várias moedas emergentes e de países exportadores de commodities, mesmo com alta superior a 3% nos preços do petróleo.

Os dados semanais dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA vieram próximos do esperado. Sem sinais claros de piora no mercado de trabalho, é provável que o Federal Reserve mantenha a taxa básica de juros inalterada no curto prazo, após cortes acumulados de 75 pontos-base em 2025.

Monitoramento do CME Group indica mais de 80% de chance de manutenção da taxa em janeiro, e acima de 50% em março, adiando a redução dos juros para o segundo trimestre.

Velloni enfatiza: “O payroll de dezembro será o primeiro dado do mercado de trabalho sem os efeitos do shutdown e pode influenciar as expectativas para a próxima decisão do Fed.”

A mediana de 25 projeções do Projeções Broadcast indica criação de 60 mil empregos nos EUA em dezembro, com variações entre 23 mil e 155 mil. Em novembro, foram 64 mil vagas, e a taxa de desemprego deve cair de 4,6% para 4,5%.

Até agora, acredita-se que a manutenção de juros altos nos EUA sustente o real no primeiro trimestre, salvo crises externas ou instabilidades políticas locais que impulsionem a demanda por dólar.

A queda de quase 2% do dólar neste começo de janeiro é vista como ajuste após alta de 2,89% em dezembro, influenciada pelo aumento dos riscos políticos com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e pela sazonalidade de fluxo cambial negativo.

A gestora Armor Capital destaca que em dezembro o real teve desempenho aproximadamente 5% inferior ao de outras moedas emergentes. “Na última semana de dezembro, adotamos posições compradas em real, confiando na convergência da moeda frente aos pares emergentes e na melhora sazonal dos fluxos comerciais agrícolas”, comenta a equipe da gestora, que projeta taxa de câmbio em R$ 5,45 no final do ano.

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