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Economia

Durigan rejeita medidas antigas para controlar preços dos combustíveis

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira, 1, que existem diretrizes claras para decisões sobre o preço dos combustíveis, que têm aumentado no mercado global em razão do conflito entre Estados Unidos, Irã e Israel no Oriente Médio.

“Não podemos repetir ações passadas, como congelar preços administrados sem garantir o funcionamento adequado da governança das empresas. Também não é viável deixar o País completamente vulnerável à volatilidade”, explicou Durigan em entrevista à GloboNews.

Ele mencionou que as primeiras medidas foram tomadas exclusivamente pelo governo federal, enquanto agora a segunda fase envolve os Estados para assegurar o fornecimento estável de diesel no país. Na noite de terça-feira, 31, o Ministério da Fazenda e o Comsefaz, órgão com secretários estaduais de finanças, anunciaram que mais de 80% dos Estados concordaram com a proposta de subvenção, que pretende subsidiar R$ 1,20 por litro de diesel importado entre abril e maio. O custo estimado de R$ 3 bilhões será dividido igualmente entre a União e os Estados.

Durigan reconheceu que essa iniciativa ajudará o equilíbrio fiscal, mas destacou que também trará benefícios para as famílias brasileiras, sem afetar as empresas. “Se outras ações forem necessárias, o Ministério da Fazenda irá avaliá-las para evitar impactos fiscais negativos. Com o aumento da arrecadação, em parte devido ao crescimento do preço internacional do petróleo, esses recursos podem e devem ser utilizados de forma estratégica”, disse ele.

O ministro ainda explicou que o governo pode precisar adotar novas medidas focadas no gás de cozinha (GLP) e no querosene de aviação (QAV), conforme a evolução do conflito, sempre seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de minimizar os impactos da guerra para os brasileiros.

“Trata-se de um conflito distante do País. Embora alguns políticos de oposição possam apoiar a guerra por afinidades com os Estados Unidos, nós defendemos o interesse nacional, protegemos caminhoneiros e famílias brasileiras. É fundamental implementar ações razoáveis e possíveis para fortalecer a economia, sem hesitar”, concluiu Durigan.

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