Conecte Conosco

Notícias Recentes

Eduardo Leite enfrenta desafio para sucessão no RS

Publicado

em

Eduardo Leite está fora da briga nas prévias informais do PSD para a candidatura ao Planalto, e também encontra dificuldades para escolher quem o sucederá no governo do Rio Grande do Sul.

O nome escolhido para a sucessão foi o do atual vice-governador, Gabriel de Souza (MDB), que enfrenta forte concorrência do deputado federal bolsonarista Luciano Zucco (PL) e, à esquerda, dos ex-deputados estaduais Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT). Todos eles apresentam vantagem sobre Souza nas pesquisas eleitorais.

Enquanto tenta fortalecer seu aliado, Leite se reuniu recentemente com Gilberto Kassab, presidente do PSD, que confirmou que tanto ele quanto o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, continuam como principais nomes para enfrentar o ex-presidente Lula (PT) em outubro.

Se superar Caiado nas prévias, Leite deverá renunciar ao governo gaúcho até o prazo de desincompatibilização, em 4 de abril, para ampliar sua base eleitoral e trabalhar para uma candidatura à reeleição mais forte.

No entanto, Leite afirmou que só deixará o cargo para concorrer à Presidência: “Se eu vou deixar o meu mandato é para algo maior, que é concorrer a presidente da República em um contexto que o Brasil precisa de uma alternativa. Se não houver essa possibilidade, permaneço no cargo até o final”.

O cenário no Rio Grande do Sul lembra o do Paraná, onde o governador Ratinho Junior desistiu de concorrer ao Planalto para focar na eleição estadual, tentando impedir o avanço do ex-juiz e senador Sergio Moro nas pesquisas. No RS, Flávio Bolsonaro apoia Zucco, que tenta formar uma ampla aliança de direita com partidos como Novo, Podemos, Republicanos e PP, este último desistindo de candidatura própria e indicando a deputada estadual Silvana Covatti para vice na chapa.

Zucco destacou: “Mais do que uma aliança, formamos uma união em torno de um projeto de coragem e atitude para retomar o protagonismo que o Rio Grande vem perdendo a cada ano”.

Dos governadores do PSD que podem concorrer, Leite foi o único que precisou ir ao segundo turno para se reeleger. Apesar da vitória, pesquisas recentes indicam que 54% dos eleitores gaúchos não veem com bons olhos sua indicação para sucessor. Gabriel de Souza tem apenas 5% das intenções de voto para governador, atrás de Zucco (20%) e Brizola (21%), empatado com Pretto (11%).

Na esquerda, Brizola e Pretto disputam o apoio do ex-presidente Lula. Recentemente, Brizola se reuniu com o presidente no Planalto para pedir suporte e oferecer a vice para petistas.

Leite cogitou tentar uma vaga no Senado, mas esta também é uma eleição disputada, com nomes como Manuela D’Ávila (Psol) e Paulo Pimenta (PT) para o lado governista, e os deputados federais Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL) apoiando Zucco.

Se Leite permanecer no governo até dezembro, Gabriel de Souza pode formar chapa com o ex-governador Germano Rigotto (MDB), que se dispôs a concorrer ao Senado, embora esteja sem mandato desde 2007, o que pode dificultar sua competitividade.

O encontro entre Kassab e Leite ocorreu um dia após o presidente do PSD se reunir com Ronaldo Caiado. A cúpula do partido busca consenso para evitar desgastes internos, com a decisão prevista para sair até a próxima terça-feira.

Kassab ressaltou que o Brasil precisa de uma nova alternativa, além das candidaturas tradicionais, e elogiou a disposição de Leite em apresentar seu nome para avaliação do partido. Ele destacou que o PSD possui dois líderes com essa dimensão e aprovação em seus estados.

Leite afirmou que saiu muito otimista do encontro, reafirmando a determinação do PSD em lançar candidatura própria. Ele destacou que o partido reúne lideranças políticas diversas e qualificadas que querem pensar no futuro do país.

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2024 - Todos os Direitos Reservados