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Embaixador dos EUA na França ignora convocação do ministério
O embaixador dos Estados Unidos na França, Charles Kushner, não compareceu nesta segunda-feira (23) à chamada feita pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em decorrência dos comentários do governo Donald Trump sobre a morte de um ativista de extrema direita, segundo informou a chancelaria francesa.
O chefe do Ministério das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, solicitou que o diplomata não tenha mais contato direto com membros do governo francês.
Apesar disso, o MRE declarou que ainda é possível que Charles Kushner cumpra suas funções e compareça ao ministério para manter o diálogo diplomático necessário para resolver os desentendimentos que podem ocorrer em uma relação de amizade que já dura 250 anos.
Segundo uma fonte diplomática, o embaixador foi representado na reunião por um funcionário da embaixada, pois justificou sua ausência por compromissos pessoais.
O ativista de extrema direita Quentin Deranque, 23 anos, morreu após ser agredido por militantes de extrema esquerda em 12 de fevereiro, durante uma conferência da eurodeputada de esquerda radical Rima Hassan em Lyon, na região centro-leste da França.
O governo dos Estados Unidos, na última sexta-feira (19), condenou o que chamou de “violência do esquerdismo radical” em sua primeira manifestação oficial sobre a morte do ativista e pediu que os responsáveis sejam punidos pela justiça.
O ministro das Relações Exteriores na França comentou no domingo que convocou Kushner e destacou que o país rejeita qualquer tentativa de usar essa tragédia para objetivos políticos.

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