Economia
Empresa americana corta 40% dos funcionários para investir em IA
A Block, a empresa responsável pela Square, Cash App e Afterpay, anunciou a demissão de 40% dos seus colaboradores, uma reestruturação que resultará na saída de mais de quatro mil pessoas. Essa decisão foi comunicada em uma carta aos acionistas assinada pelo cofundador Jack Dorsey, que explicou que os cortes são decorrentes do avanço das ferramentas de Inteligência Artificial (IA).
Com essa iniciativa, a organização passará a operar com menos de seis mil funcionários. De acordo com Dorsey, essa mudança não está ligada a problemas financeiros, mas sim a uma estratégia motivada pelo progresso tecnológico.
“Uma equipe muito menor, utilizando as ferramentas que estamos desenvolvendo, consegue realizar mais e melhor. As capacidades das ferramentas de Inteligência Artificial estão crescendo rapidamente”, afirmou o executivo.
Em uma postagem na rede social X, Dorsey ressaltou que a performance da empresa continua positiva: “Nosso negócio está forte… O lucro bruto segue em crescimento”.
A diretora financeira, Amrita Ahuja, complementou a visão, destacando que a Block vê uma chance de acelerar seus resultados com equipes reduzidas de alta qualificação, apoiadas pela automação com IA.
“Acreditamos na possibilidade de avançar mais rápido com times menores e altamente capacitados, usando a IA para automatizar diversas tarefas”, declarou.
Os afetados receberão, conforme a empresa, ao menos 20 semanas de salário como compensação, com valores adicionais para funcionários com mais tempo de casa. O pacote também inclui ações adquiridas até o final de maio, seis meses de plano de saúde, manutenção dos dispositivos corporativos e um bônus de US$ 5 mil.
Esse movimento da Block acontece em meio a uma transformação no setor tecnológico, onde a IA está remodelando funções administrativas, operacionais e criativas, ampliando o debate sobre o impacto da automação no mercado de trabalho.
Corporations como Amazon, Meta, Microsoft e Verizon também realizaram cortes significativos no último ano, ligados direta ou indiretamente à adoção da inteligência artificial em seus processos internos.
Em um comunicado divulgado em outubro, a Amazon classificou a IA como “a tecnologia mais revolucionária desde a internet” e defendeu uma estrutura menos complexa para operar com maior rapidez.

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